sábado, 31 de outubro de 2009

Estresse [mode on]

Eu não gosto quando tenho que acordar cedo. Nem quando não posso ir dormir tarde. Não gosto de muito calor, nem de muita chuva.
Pessoas alegres demais me irritam, e falta de educação me estressa. Odeio que desarrumem, estraguem ou simplesmente mexam nos meus livros. Não suporto quando me perguntam algo e não acreditam na resposta. Quando pedem conselhos e fazem o contrário do que eu disse.
Fico brava quando não consigo comer carne, tomar refrigerante ou quando fico com fome.
Guerras acabam com meu bom humor, hipocrisias também. Sinto raiva quando vejo animais abandonados, crianças dormindo na rua e pessoas sem ter o que comer. Não gosto de traição, tortura ou vingança.
Vivo estressada, mas odeio o mau humor. Ninguém merece ter que aguentar o estresse alheio, e aliás, isso também me irrita. Por isso, guardo minhas bravezas pra mim.


Pauta pra Capricho - O que tira você do sério?



Desculpem a minha ausência. Por motivos de força maior, e não por falta de tempo, fiquei ausente. Mas eu voltarei, estou CHEIA de saudade dos textos de vocês!
;@@

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Guilty pleasures

Nunca fui muito normal, no sentido de gostar do que todo mundo gosta. Sempre tive umas manias diferentes - meio que incomuns - capazes de animar meu dia.
Enquanto a maioria das pessoas precisa só de um bombomzinho pra ser feliz, eu sempre dependi daquele churrasco pra ficar satisfeita.
Em pleno sábado de manhã, ir pra aula de inglês consegue me fazer sorrir o resto do dia, e um sapato novo pode me fazer pular de emoção. Sentir aquele cheiro de livro novo, abrir pela primeira vez um vidrinho de esmalte e saborear um pacote de salgadinho (daqueles bem fedidos) são, pra mim, prazeres inenarráveis.
Aquela coisa de acordar tarde, ficar assistindo a Disney, de pijama a tarde inteira com um pote de pipoca na mão também me parece bem irresistível.
De qualquer forma, são coisas que eu só posso fazer esporadicamente, mas são prazeres que eu não abro mão de jeito algum.

Pauta pra Capricho - Que pequenos prazeres você se permite para animar um pouco a vida?

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Segredos

A maioria das pessoas gostaria de ser invisível só por um instante, só pra descobrir a verdade. Eu não. Sempre descobri coisas facilmente. Sou daquelas que passa ao acaso por uma rua, e descubro os rolos mais secretos. Aquela que mesmo sem querer escuta as pessoas falando mal dela e por mais chato que isso seja não consegue evitar. Percebi que quando eu não sei de alguma coisa é porque, no final, era melhor que eu não soubesse. Sem essa de acreditar que uma espiadinha não vai me fazer mal nenhum. Que seria mais fácil se eu tivesse certeza. Descobri que o mais fácil é o que menos me interessa. Que saber demais pode fazer mal ao coração. E que segredos deveriam sempre ser mantidos em segredo. Porque o que os olhos não veem, o coração não sente.


Pauta pro TDB

sábado, 26 de setembro de 2009

Quando temos que escolher

Todos os dias a mesma cena se repetia. Aquele sorriso conhecido aparecia, a porta se fechava e o mundo parava. Um dia ela não apareceu. Não havia uma explicação para aquela ausência.
Depois de um tempo soube-se que ela simplesmente escolheu. Nunca mencionaram se a escolha foi fácil, se foi forçada, se foi errada.
Aprendi que no final, isso não importa.

Não importa quantas vezes ela conseguiu adiar a escolha, nem o quanto doeu escolher. E eu sei que doeu. Em algum momento a escolha teria que ser feita. Imagino que ela deva ter derramado muitas lágrimas e perdido muitas noites, até que percebesse que não conseguiria fugir. Ela deve ter se visto num caminho sem saída, até que percebesse que tudo é questão de decisão.
Talvez ela tenha olhado pro passado, e notado o quanto as coisas se tornavam mais difíceis a cada dia. Talvez ela tenha olhado pro futuro e visto que as coisas não ficariam bem. Eu não sei. E no final, isso não importa.

As boas motivações não fazem uma escolha mais certa, ou mais errada. Escolhas serão sempre escolhas. Não existe apenas uma escolha certa. Sem verdades absolutas.

Cada decisão tomada interfere diretamente na nossa vida. As vezes, pode-se voltar a atrás, mas nunca recuperaremos o tempo perdido. Não há como evitar.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

É um conflito interno

As palavras estão colidindo dentro de mim, elas não conseguem sair. Não há voz, não há sons. Sinto algumas lágrimas caindo, como se quisessem dizer alguma coisa, não acho justo, não pode ser justo.
Me sinto frustrada e sozinha. Ninguém ouve os gritos do meu coração. Ninguém parece saber que eu não sou forte, que não sou onipotente e que não me sinto capaz.
Todos acham que eu sou uma fortaleza, todos querem que eu seja um fortaleza. Sinto falta daquele que compreendia a minha vulnerabilidade e agora entendo porque ele insistia para que eu não fosse tão petulante: eu nem ao menos sou boa.
Não sou melhor, não sou diferente, não sou especial. Aliás, tenho sido bem comum. Bem descartável.
Sou tudo aquilo que sempre fingi não ser. Sou aquela que nunca gostei de ser. Mas sinto que finalmente sou aquela que sempre existiu, aquela que tem a essência. Não uma inversão, nada de mutações.
Apenas aquela menina frágil e dependente que eu deveria ter sido, para que eu tivesse aprendido ANTES como deixar de ser.
Me tornei alguém fraca o bastante pra me esconder e aos poucos fui me tornando gigante. Não em força, não em personalidade. Só ocupando espaço, tão grande que não cabia mais em mim, grande a ponto de causar estragos, de desestruturar tudo.
Grande e pequena, a constante antítese que confunde e machuca.
Seria demais dizer que eu quero colo, e só por um instante esquecer de TUDO e descansar? As lágrimas impedem uma visão clara, não consigo ver o caminho pra fugir daqui. Não consigo.


Eu e minhas crises existenciais ;x