quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Isso é pra sempre.

Sabe, as coisas param de doer tanto depois de um tempo. Independente de quão triste ou tão perfeita seja a minha lembrança, depois de certo tempo fica meio turva, parece um tanto infiel.
Eu tenho certo problema com números, fica difícil mensurar o quanto eu ainda me importo, ou quanto tempo vai levar pra eu virar a sua página, mesmo você tendo se esforçado pra me provar como tudo pode ser estatisticamente planejado. Sinto falta dos seus gráficos, ou pelo menos de como você os aplicava nas nossas conversas.
Mas é só isso, entende? Sei que te assusto com essa minha intensidade toda, com essa coisa de querer o amor sempre presente, de lidar com a aversão e de ser profundamente entregue. Mas isso faz parte, não é ingenuidade minha, é só essa mania de querer fazer minha vida funcionar como nos livros que eu tanto amo.
Não me culpe por ter visto suas qualidades, por ter aceitado o desafio de te fazer sorrir, pra mim, por mim; por ter tentado até depois da prorrogação te entender. E pode parecer prepotência, mas eu sei que te entendo. Só não me culpe por isso, porque se você o fizer, eu sei que vai voltar a doer, tudo de novo.
Mas se eu tivesse direito a um pedido, um só, eu pediria para que você não me tratasse como uma estranha; aliás eu imploraria se pudesse, para você ser sempre aquele que você era durante nossas conversas. E assim, só assim, eu teria certeza de que qualquer dor, lágrima, sonho ou sorriso meu não foi em vão.

Haja o que houver o tempo nos afastar
Certas coisas nunca vão se apagar ♪
Catch Side -  O quinto

11 comentários:

  1. Tive algumas lembranças do livro O Pequeno Príncipe, essa coisa de adulto de só pensar em números, e o desafio de cativar.
    Beijos....

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  2. Se for amor, nunca é em vão.
    Eu amo os seus textos, sério.
    :*

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  3. Infelizmente as coisas não são como nós queremos. Também queria que as pessoas que por ventura deixaram de falar comigo voltassem a ser como eram antes, mas isso é uma coisa quase que impossivel ou impossivel. Uma vez mudada, não volta a ser igual. Beijo

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  4. É uma dor muito grande aos intensos de plantão a indiferença de quem tanto nos tratou bem em um momento da vida.
    Sei como é isso.

    Um abraço.

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  5. Odeio indiferença...
    Mas sofremos por esse mal mais do que gostariamos...

    Bjs

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  6. São por motivos como esse que eu decidi me amar acima de quase tudo, menos de Deus. Aprendi a tratar os outros como os outros me tratam. Beijos. :*

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  7. Sabe de uma coisa? Se você sorriu e se divertiu...e adorava todos os gráficos, tudo foi sincero. Por mais que as coisas não sejam mais da mesma forma hoje, foi sincero. E isso basta. Mesmo que o outro lado já não pareça pensar que tudo foi importante, mesmo que as pessoas que passam por nossa vida demonstrem não querer mais estarem por perto.

    Fique bem. O tempo cura tudo.

    Beijos.

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  8. Nada foi em vão mesmo. Pense no quanto aprendeu. Desamores sempre nos ensinam e ajudam a lidar com um próximo amor. É o ciclo, lembra?

    Fica bem, gatinha. <33

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  9. Hey,tudo bom? Te indiquei para fazer um Meme! Dé uma olhada no meu blog depois e faça o seu Meme tambem. Beeeeeeeeijos www.hopefindit.blogspot.com

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  10. Mah,

    Não se deixe mover pelo passado, nem hoje nem amanhã. Intensidade nunca assustou, NÃO pode assustar, nem vai. É como a colocamos em “jogo” (Tencionados permanecemos e buscamos estar) que delimita os impactos. O susto assusta, e eu só quero entender quando é que isso é obrigatoriamente ruim. Ser mansinho na voracidade. Voracidade com frieza. Tanto faz. Respeite os teus meios, as tuas escolhas, os teus passos. Eles são as únicas coisas que te pertencem de fato, triste é verdade. Esse medo de ser permeado, descoberto, não pode ser desculpa.. medo a gente tem de não ser.

    Você NUNCA foi em vão.

    ... nem nunca vai ser.

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