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sexta-feira, 22 de março de 2013

Desaprendi a arriscar


Sinto saudade da minha sabedoria instintiva de antigamente.  De quando eu era capaz de me arriscar ou de deixar pra lá qualquer coisa sem medo de me arrepender. Quando a certeza de que tudo ficaria bem me invadia nas madrugadas frias, e tudo,  tudo mesmo parecia sobre controle. Hoje, olho pela janela e me vejo receosa. Não consigo mais descer correndo por uma escada sem sentir medo de me machucar.  Nem consigo mais esperar pelo acaso para te encontrar na fila do almoço, ou do supermercado. Agora tenho como companhia a necessidade de planejar tudo milimetricamente, com a ilusão de que isso evita as decepções.
Sinto saudade da minha versão de antigamente. De quando eu tinha certeza que sabia ficar sozinha, de quando diluir os meus sentimentos confusos em prosa era suficiente pra lidar com eles. Hoje, preciso te olhar nos olhos e dizer o que me sufoca. Isso mesmo: preciso me expor, no olho-no-olho, pra conseguir ter um pouco de tranquilidade. Hoje tenho medo de me perder entre meus desejos e as coisas que me gritam pra não fazer. Tenho medo de não ouvir um conselho e isso doer mais do que a frustração de não ter feito o que eu pensava ser certo. Desaprendi a arriscar, a confiar nos instintos e não ter medo nenhum de me arrepender. Sinto-me uma versão menos segura de uma menininha que eu costumava achar a mais insegura das criaturas. 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Sinto muito.

Já faz um tempo que estou nessa de fingir que está tudo bem para que ninguém se preocupe, mas se você gosta de mim esse tanto que diz que gosta, me deixa lamentar. Me deixa sofrer pelo que se foi, e me deixa gritar que eu sinto muito. Dá uma canseira danada ter que fingir que odeio tudo o que passou. Entenda de uma vez, sou capaz de amar cada defeitinho de cada um que já me magoou, e isso faz parte de mim. Não posso sair gritando pro mundo que odeio aquele cheiro de halls preto, nem que odeio absinto, física, velhas, nem qualquer uma das coisas que eu deveria odiar, mas por me lembrarem tanto de alguém, eu não consigo - e não quero. Eu sei que você vai dizer que sofrimento não faz bem, e que a vida tem que seguir. Mas não diz não, e me deixa aqui com essa tristeza. 
Me deixa aqui pensando em tudo que faz parte de mim agora, mas veio de outro alguém. Me deixa gostar de yakissoba, xbox, ivete, teatro, pizza hut, massagem e de tantas outras coisas que eu aprendi a gostar ao longo dos dias. Me deixa aqui chorando toda dor, toda saudade, todo medo, toda dúvida, todo desejo, me deixa chorar tudo. Já faz um tempo que eu estou nessa de fingir que está tudo bem, mas acho que não está. Não está tudo bem em ter que explicar meus motivos, minhas angústias, em tem que esconder meus desejos bobos de voltar no tempo. Não está tudo bem em ter sempre alguma dor pra chorar e como vez ou outra elas parecem se repetir. Se você não puder entender, pelo menos respeite essa minha dor. Não tente invadir meu peito e tirar de lá tudo o que você não acha certo. Só eu sei o que carrego ali dentro e a que preço me mantenho em pé. Não tente invadir meu peito pra compreender minhas dores, não iria ajudar em nada. Mas faz assim: me deixe aqui com essa tristeza, e espera por perto até que ela se vá.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

nos rabiscos

... não que eu ache que as minhas palavras sejam de alguma forma uteis, ou que eu tenha a pretensão de te convencer das minhas verdades, eu nem tento, elas devem ser mentiras.
mas te encontrei nos meus rabiscos, entre as linhas e no meio da minha dor. não que esteja realmente doendo, hoje me disseram que isso é apenas ilusão, e que dor, na verdade não há. deve ser verdade.
eu decidi não mentir, é serio. não tenho fingido sorrisos e amores eu não invento mais. aderi ao café da manhã, como você me aconselhou. parei de lamentar pelas coisas que me incomodam, agora eu fujo delas. mas isso não é sua culpa, nem minha. achar o culpado não muda nada, e é de mudança que eu preciso. mentira.  não preciso de mais nada, eu te disse que parei de lamentar, né? 
de repente fico pensando onde foi que eu me perdi, ou será que essa é realmente aquela que sou. você deve saber, mas isso não importa. nada mais importa, nada onde há você importa. achei esquisito quando te li no meio de minhas palavras, eu já superei isso. mas você estava ali, e aqui...

maíúsculas tornariam tudo mais claro, só que é tarde demais.




sexta-feira, 7 de maio de 2010

Tento, finjo, minto.

Os minutos passam com tanta pressa, que por vezes eu penso que o relógio está com problemas. Não sei bem como estou vivendo, talvez seja só aquela coisa de sobreviver. Tento esquecer das expectativas e dos sonhos que me motivavam. Finjo que não queria amar, e ser amada.
Tento, finjo e minto. Não necessariamente nessa ordem.
Já faz tempo que não tenho mais o controle da minha vida, e pensei que isso até seria algo bom; não tenho mais certeza.
Sinto que, um dia, tudo vai ficar bem. Mas é realmente difícil suportar este intervalo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

É um conflito interno

As palavras estão colidindo dentro de mim, elas não conseguem sair. Não há voz, não há sons. Sinto algumas lágrimas caindo, como se quisessem dizer alguma coisa, não acho justo, não pode ser justo.
Me sinto frustrada e sozinha. Ninguém ouve os gritos do meu coração. Ninguém parece saber que eu não sou forte, que não sou onipotente e que não me sinto capaz.
Todos acham que eu sou uma fortaleza, todos querem que eu seja um fortaleza. Sinto falta daquele que compreendia a minha vulnerabilidade e agora entendo porque ele insistia para que eu não fosse tão petulante: eu nem ao menos sou boa.
Não sou melhor, não sou diferente, não sou especial. Aliás, tenho sido bem comum. Bem descartável.
Sou tudo aquilo que sempre fingi não ser. Sou aquela que nunca gostei de ser. Mas sinto que finalmente sou aquela que sempre existiu, aquela que tem a essência. Não uma inversão, nada de mutações.
Apenas aquela menina frágil e dependente que eu deveria ter sido, para que eu tivesse aprendido ANTES como deixar de ser.
Me tornei alguém fraca o bastante pra me esconder e aos poucos fui me tornando gigante. Não em força, não em personalidade. Só ocupando espaço, tão grande que não cabia mais em mim, grande a ponto de causar estragos, de desestruturar tudo.
Grande e pequena, a constante antítese que confunde e machuca.
Seria demais dizer que eu quero colo, e só por um instante esquecer de TUDO e descansar? As lágrimas impedem uma visão clara, não consigo ver o caminho pra fugir daqui. Não consigo.


Eu e minhas crises existenciais ;x

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Decisões ...

Vai chegando no final do ano e eu fico assim, meio triste. Um pouco por tudo que deixei de viver, e um pouco pelo que vai vir. É uma espécie de insegurança, principalmente levando em consideração a importancia que 2009 terá na minha vida.
É, ano de vestibular, de escolhas.
Sei que muita gente já passou por isso, e que mais pessoas ainda tem 'receitas' de como passar por isso. Mas é dificil. As vezes parece tão monstruoso.
E quando eu começo a ter minhas certezas, acontece algo que me deixa confusa.
Há dois anos atrás eu tinha certeza de que seria advogada, que era a carreira da minha vida. Ao começar o meu técnico entendi que seria melhor sucedida se fizesse economia. E enfim resolvi fazer Engenharia de Produção.
Eu entendo que mudar é normal, e que na minha idade eu ainda posso me dar ao luxo de mudar tanto assim, mas de repente, quando tudo parece seguir o caminho certo, me pegam 'de jeito'. (não, eu nao estou falando de nenhum garoto, dessa vez).
Mas eu tava vendo um vídeo de uma palestra do Steve Jobs, o fundador da Apple, da Pixar, um cara bem sucedido. E no vídeo ele falou sobre fazer as coisas com amor, fazer o que realmente gosta, e só assim conseguir ser bem sucedido.
Pra falar bem a verdade, se existe uma coisa que eu faço com amor é escrever. Não sei se estou preparada pra ir atrás disso, nem sei bem como usar esse amor todo numa carreira. Sinto como se fosse me arriscar demais, trocando uma carreira de engenheira, por uma de escritora. Não sei.
Começar um ano tão importante como 2009 com dúvidas, é complicado pra mim. Quase que inaceitável.

Se quiserem, os links dos vídeos tão ae. São meio longos, mas garanto que vale a pena!
Parte 1 e Parte 2

>> Recebi um selinho... prometo que no próximo post ele vai tá aquii ok!?

Beeeijos
;@@

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Desabafo.

As vezes, me sinto tomada por uma sensação de fraqueza.
Principalmentes as vésperas da apresentação do meu trabalho de conclusão de módulo (o tal do TCM), é tipo um TCC de faculdade, onde eu tenho que apresentar um projeto pra uma banca avaliadora, faço isso uma vez por semestre.
E não, não está nada dando certo. Os resultados não batem, os números nao se encaixam. E tudo o que eu aprendi parece de desapareceu.
Dá aquela vontade imensa de jogar TUDO pro alto. Desistir do curso, dos meus sócios, (pq além de tudo o trabalho é em trio), dos professores.
As lágrimas saem dos olhos diariamente, e não é por tristeza, mas por uma espécie de desespero+cansaço.
Tenho passado mais tempo na frente do computador do que na minha cama. Estou no meu menor peso desde o fim do ano passado. Me alimentando mal pra caramba, dormindo mal pra caramba. Nessa altura do semestre os relacionamentos já estão totalmente desgastados. O que me faz lembrar do filme 'O diabo veste Prada', naquela cena em que a protagonista ouve algo do tipo 'quando sua vida sentimental estiver se desfazendo é sinal de que vc será promovida'.
Tá, eu estou longe de uma promoção, mas não aguento mais. Não mesmo.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Eu queria ser forte...

Cada tentiva é vã. Busco forças pra tentar dizer chega. Mas a esperança fala mais alto. Não sei ao certo o que ela pretende, me iludindo com lembranças de algo tão distante.
As vezes tenho até dúvidas se aquilo que vivi foi mesmo tão bom assim. Ou se até isso é fantasia.
De fato você nem sonha que ainda faz parte da minha vida. Dói, mas eu sei que é melhor assim. Você não entenderia. Você não me entendeu uma vez.
Tenho seguido a minha vida, e meu mundo não parou por sua causa. Mesmo quando me arrumo toda pensando que vou te ver. Mesmo quando entro no msn pra ver se você esta online.Mesmo quando fecho os olhos pra tentar te encontrar. Minha vida teve continuidade.
Eu não sou mais aquela menininha boba que chorou por você. E por mais que doa, eu não choro mais.
Fujo das estrelas pra tentar não pensar em você. E quando olho meus próprios olhos me decepciono, por saber que a culpa é minha.
Não por você não estar aqui, porque isso foi escolha sua. Mas por sofrer. Eu poderia tratar essa situação como alguém mais madura. Pois pessoas maduras sabem que as coisas nem sempre são como a gente sonha.
A única coisa que eu gostaria é ter força suficiente pra dizer não pra mim mesma. Pra dizer não pra você.

A espera não pode matar a esperança. E ambas não podem matar o coração!



Geente...
Garanto que essa sequencia de posts sobre ele vão acabar logo.

Beeeijo
e um ótimo fim de semana!