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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Eu precisava dizer.

Eu não consigo escrever sobre você. A verdade é essa. A verdade é que isso aqui está desatualizado porque escrever e não te citar é impossível, mas escrever sobre você não é simples. Então eu podia escrever pra você, como já fiz outras vezes pra outras pessoas, mas saber que você vai mesmo ler, e vai entender, e vai querer olhar nos meus olhos depois disso é assustador. 
Mas eu preciso te dizer que te conhecer bagunçou mais a minha vida e as minhas certezas, do que as suas - e eu posso imaginar a loucura toda ai dentro de você. Preciso dizer que não entendo como é que pode você não sentir saudade das pessoas, e como é que você consegue não querer estar no controle de tudo. Sim, eu preciso, com toda a urgência que fica implícita nesse verbo. E eu preciso dizer que me irrita ter que pensar e repensar a cada escolha de palavras porque essa nossa história é nossa, e ninguém vai entender direito se ficar sabendo. Mas eu preciso dizer o quanto é divertido falar com você todos os dias, e o quanto é triste ir dormir sabendo que você não vem me desejar boa noite. Preciso dizer que sinto saudade de você, de ouvir sua voz, de poder te ver sorrir com um copo de café; e que as vezes a unica coisa que preciso é que você sinta a minha falta também, por mais bobo que esse desejo seja. Talvez a essa altura você já tenha se perguntado se eu estou apaixonada por você. Acredite que eu já me perguntei isso também. E não tenho uma resposta. Não posso dizer que sim, mas não dá pra ignorar todos os sentimentos bons que me invadem quando penso em você. A verdade é que eu sou mesmo alguém a procura do amor, e nós sabemos que você nunca foi uma opção. 

sexta-feira, 22 de março de 2013

Desaprendi a arriscar


Sinto saudade da minha sabedoria instintiva de antigamente.  De quando eu era capaz de me arriscar ou de deixar pra lá qualquer coisa sem medo de me arrepender. Quando a certeza de que tudo ficaria bem me invadia nas madrugadas frias, e tudo,  tudo mesmo parecia sobre controle. Hoje, olho pela janela e me vejo receosa. Não consigo mais descer correndo por uma escada sem sentir medo de me machucar.  Nem consigo mais esperar pelo acaso para te encontrar na fila do almoço, ou do supermercado. Agora tenho como companhia a necessidade de planejar tudo milimetricamente, com a ilusão de que isso evita as decepções.
Sinto saudade da minha versão de antigamente. De quando eu tinha certeza que sabia ficar sozinha, de quando diluir os meus sentimentos confusos em prosa era suficiente pra lidar com eles. Hoje, preciso te olhar nos olhos e dizer o que me sufoca. Isso mesmo: preciso me expor, no olho-no-olho, pra conseguir ter um pouco de tranquilidade. Hoje tenho medo de me perder entre meus desejos e as coisas que me gritam pra não fazer. Tenho medo de não ouvir um conselho e isso doer mais do que a frustração de não ter feito o que eu pensava ser certo. Desaprendi a arriscar, a confiar nos instintos e não ter medo nenhum de me arrepender. Sinto-me uma versão menos segura de uma menininha que eu costumava achar a mais insegura das criaturas. 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Bailarina, saudade de chumbo.

O dia estava daquele jeito chuvoso, como inúmeras vezes ela já havia vivido. Ela, agora crescida, evitava pensar em tudo aquilo que a menininha havia passado, mas não era algo que ela pudesse controlar. Nesses dias de chuva, de solidão, de ausências inúmeras, ela acaba por se render a saudade, pra sentada num canto qualquer, relembrar. Da doce sensação de deixar seu corpo fluir através de uma música, do desafio de ter passos bem marcados, da adrenalina as vesperas de uma apresentação. Tantas foram as vezes que ela reclamou dessa rotina, e agora, como que numa dessas armadilhas do tempo, estava ali sentindo falta daquilo. Ela que tantas vezes recusou uma xícara de café, se via ali desejando um pouco daquele pó forte, capaz de espantar essas lembranças de menininha. Lembrança. Do sabor amargo de um desafeto, e de como incomoda ver o outro sendo feliz com algo de devia ser nosso, e do tanto que esses desconfortos parecem bobos agora. A menininha já fora muito ciumenta, não é? Coisa boba de quem não sabe bem o que quer e sofre por ver que tem gente que sabe. Nesses dias de chuva, ela acaba sempre por tentar compreender todas as dores daquela menininha que ela já havia sido. Os inúmeros amores, as decepções, as ilusões, os amigos, os hábitos, os problemas que eram tão grandes, e que num passe de mágica - ou de tempo - se tornaram apenas cicatriz num coração que, por ser teimoso, insistia em encontrar um jeito de boicotar a calmaria da rotina de gente grande, pra se render a nostalgia das coisas de pequena. Bobagem. Como o doce enjoativo da vitrine da padaria, e de como simples metáforas podem marcar tanto uma menininha. Dos inúmeros suspiros, tristezas, e de toda a satisfação de saber que aquela pequena viveu, e viveu muitas coisas boas. Ela, como boa gente grande, não tinha pretensão de voltar ao passado pra viver tudo aquilo de novo, ainda mais tudo aquilo que foi dor, e hoje, só hoje, é lembrança. Mas nesses dias de chuva, é inevitável relembrar.

(Num desafio blogueiro simplesmente encantador.)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Quando chove.

Ouço um som constante, dessa chuva que insiste em cair, me rendo as convenções e aceito uma xícara de chá, desses desbotados e sem gosto. As coisas não são mais como há anos atrás, o mundo está tão agressivo e desleal, e posso ver por um óculos que já não suporto ter que lavar. Vejo sorrisos, viagens, e descaso. Não são ações alarmantes confesso, elas são sutis, e se fazem entender quase que nas entrelinhas. São lembranças que vem por uma noite, e que então voltam a ser uma sombra quase que imperceptível. São propostas que surgem numa noite, quase que numa ofença a vida que já se vive. São quases que enchem, esgotam, e vão pouco a pouco roubando o brilho da vida vivida. E então vejo outros que fogem pra longe, e que podem fugir, que se escondem em meio a dunas de uma praia bonita, ou embaixo da neve de uma cidade americana. Vejo pessoas que se escondem num quarto qualquer de uma cidade qualquer, fingindo pro mundo e pra si mesmos que estão satisfeitos com a vida que têm. Aceito outra xícara de chá, como se quisesse me embrigar desse líquido quente. A chuva não para, nem lá, nem cá. A frustração, os sonhos, o cansaço, a esperança, nada disso para. E por sorte, num sinal de que nem tudo é desprezível, as pessoas que se foram, um dia hão de voltar.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sobre todos eles

Eu sei. Não sou alguém que só amou uma vez, como tantas outras meninas que já encontrei. 
Não me arrependo disso, mesmo. Depois de um tempo chorando e lamentando você percebe que os meios compensam o fim. E que as vezes acreditar que ainda não terminou é sim uma alternativa considerável.
Eu amo, amei e vou continuar a amar. Aquele moço que me disse que não ficaríamos juntos porque era tarde demais. Daquele que me fez rir e chorar e querer bater nele, tudo em uma mesma conversa. Daquele que me desafiou e me perdeu. Aquele que me fez sorrir mesmo quando meu mundo estava caindo. Continuo amando aquele que me segurava nos braços e não tentava me esconder. Aquele que fazia questão de que tudo fosse um segredo. Aquele com quem eu desejei que o mundo parasse. E aquele que eu ainda espero que volte para mim.
Já escrevi tantas vezes sobre eles, mesmo sem ter certeza de que eram pessoas distintas.
O que eu estou tentando dizer é que meus amores, por mais tristes, doloridos e trágicos que tenham sido estarão sempre na minha memória, eu me orgulho deles, de todos eles. Me orgulho de ter amado, me orgulho de ter superado, me orgulho de ainda acreditar que existem finais felizes, mesmo que eles não durem para sempre.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Era noite...

A noite estava fria, e a lua brilhava de um jeito tão convidativo que tive que me deitar para olhá-la de um ângulo melhor.
Ali deitada tudo aquilo de que eu estava fugindo veio a tona. Eu não pude mais mentir.
Você é com certeza o meu pensamento mais frequente. Você tem a voz que me faz tremer, e as únicas mãos que se encaixam nas minhas.
E ontem, olhando a lua tão pura e distante percebi que não importa o que os otimistas digam, eu nunca vou ser com alguém o que eu quis ser com você.
Não importa o que você diga, eu sempre vou encontrar um modo de te fazer perfeito. Perfeito pra mim.

As pessoas tentam me convencer de que o problema é você e as suas escolhas erradas. Mas as estrelas ontem me disseram que ninguém pode prever o que vai acontecer.
Passei horas ali, pensando em como agir a partir de agora, e em como as coisas são imprevisíveis. Gastei as minhas horas com você. E não tenho coragem de me arrepender por isso.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Nostalgie

Mesmo que o tempo passe, e acredite ele passa, não consigo não colocar você nos meus planos.
Não ouso dizer que queria te ter uma última vez, pois de um jeito estranho e incoerente gostaria de ter você na minha vida repetidas vezes.
Já conversamos sobre isso, concordamos que não daríamos certo, mas vejo em você as qualidades que prezo e os defeitos que posso suportar.
Dizem que eu vou encontrar outro alguém para amar e que seremos compatíveis, deve ser verdade.
Só que não importa quanto tempo passe ou o quanto eu ame outra pessoa, eu sei que vou amar, você será sempre alguém com quem eu teria vivido feliz.
As vezes quando eu estou muito alegre, olho para os lados desejando a sua presença ali, em parte para ver o meu sorriso, em parte para sorrir comigo.
Queria que através das minhas palavras você sentisse que não há tristeza em mim, não há mágoas, tampouco raiva e acusação. Pra mim é só saudade. Saudade de dedicar tempo a você, saudade de descrever os sentimentos e emoções que você causa em mim. É só saudade.


Eu vou tentar seguir todos meus sonhos
E sei que lá eu posso te encontrar ♫
(Sorrir Chorando - Catch Side)

sábado, 15 de agosto de 2009

Se eu pudesse...

Se eu pudesse, guardaria as melhores lembranças dentro de uma caixinha. Aquele seu sorriso desconcertado quando você me viu pela preimeira vez. Você até parecia seguro, e então eu vi que as suas mãos tremiam enquanto eu me aproximava.

Se eu pudesse, guardaria aquela sua expressão irritada quando eu não estava te dando atenção. Ou aquele momento em que eu pude ouvir o seu coração bater bem forte e bem rápido, por mim.

Se eu pudesse, guardaria o cheiro que ficava na minha pele, aquele seu perfume desconhecido. E quem sabe até mesmo aquele seu olhar quando me viu triste, sem saber como conter as minhas lágrimas.

Se eu pudesse, guardaria também aquela nossa conversa maluca, quando você percebeu que poderia mesmo confiar em mim.

Se eu pudesse escolher guardaria as melhores lembranças dentro de uma caixinha. Porque minha memória já não é tão boa, e não me parece justo desperdiçar nenhum detalhe.



Aproveitando que o texto de hoje, me parece tão nostálgico quanto o anterior, eu só queria confessar que por mais saudade que eu sinta das coisas que vivi, sei e gosto da idéia delas serem apenas lembranças. Eu percebi, depois de um tempo, que as coisas realmente duram o tempo necessário, e que não precisa ser eterno, pra ser pra sempre.

domingo, 26 de julho de 2009

O que passou, passou..

Como conseguir explicar as coisas que senti durante aquele tempo? Confiei que você traria o meu coração de volta. Você me protegeu, me fez sorrir, me fez bem. Eu te disse o quanto você me fez bem?
Mas de repente as coisas saíram dos meus planos, e eu perdi o chão. Nada mais era previsível, e eu te mandei ir, mesmo desejando que você ficasse, e você foi. Fiquei chorando, te vendo partir, enquanto desejava ouvir que você não queria ir.
Os tempos passaram, o ano se foi. Nada está como era antes, mas sem dúvida, você foi a melhor parte de mim. Meu melhor sonho, meu melhor beijo, meu melhor suspiro. Por você eu saltei de alegria, chorei de emoção.
Foi intenso, foi sincero, foi passageiro.




quarta-feira, 8 de julho de 2009

De volta pra casa ♪

Voltei. Sei que deixei as coisas por aqui sem nem avisar, e confesso que doeu. Foi por falta de opção. Fazer TCC não é fácil, ainda mais quando se deixa pra última hora. Mas tudo bem, agora acabou.

Só passei mesmo pra avisar que estarei ajeitando as coisas, lendo os posts que perdi nas últimas semanas, postando normalmente.
Respondendo aos comentários, e conhecendo os novos seguidores.
Prometo visitar TODOS os seguidores nessas duas semanas que terei de férias.

Sei que alguns vão achar que é besteira, mas estou encantada com os Jonas Brothers. E até que eu aceito essa coisa de compartilhar a mesma paixão que meninas de 13 anos, de verdade, tudo bem.

Hello beautiful

It's been a long time
Since my phones rung
and you've been on that line
I've been missing you
It's true

But tonight i'm gonna fly
Yeah tonight i'm gonna fly
Cause i could go across the world
see everything and never be satisfied
if i couldn't see those eyes
(Hello Beautiful - Jonas Brothers)

sexta-feira, 13 de março de 2009

Aquela menina..

Tanta coisa de importante acontecendo no mundo. Tanta coisa polêmica.
Mas o que realmente tem me tirado o sono é a saudade.
Saudade da menina sonhadora que eu era. Dos detalhes que me fizeram planejar coisas tão ridiculas, mas sinceras.
Daqueles sonhos bobos, que no fundo a gente sente que não vão se realizar, e que continuamos sonhando.
Daqueles desejos que nos fazem sair do lugar em que estamos, mesmo que não seja pra chegar exatamente onde queríamos.
Tenho saudade daquela menina que acreditava que podia mudar, não o mundo todo, mas todo o seu mundo.
Falta daquela garota que conseguia fazer as pessoas pararem de chorar. Que encantava com um sorriso, e que era mimada.
Os sonhos foram substituidos por doses letais de realidade. O tempo foi criando uma camada protetora, e tudo que não estivesse de acordo com os planos era simplesmente descartado.
Sem improvisos, sem riscos, sem sofrimento.
Não é questão de estar insatisfeita com aquela que eu me tornei, não me arrependo, e sei que fui me moldando de acordo com aquilo que vivi. Mas é que, em alguns momentos, dá saudade.


Mudei o template gente, enjoei daquele ;x
Gostaria que vocês respondessem a enquete ali do ladiinho .

;@@

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Passados..

As coisas têm passado tão rápido.
Ao olhar pra trás, vejo quanta coisa já vivi. Algumas lembranças que por vezes trazem aquela saudade; momentos que eu penso não ter aproveitado totalmente e até histórias que tiveram um fim insatisfatório.
Ao olhar pra trás, vejo partes de mim que não deveriam ter desaparecido. Detalhes que não percebi, mas que eram essenciais.
Ao olhar pra trás, vejo os amores declarados, e que hoje nem sei aonde estão. As brigas desnecessárias, discussões sem fundamento.
Ao olhar pra trás, vejo a minha história, as decisões que me fizeram ser quem eu sou.
Ao olhar pra trás, busco uma maneira de ser apenas quem eu sou, mas na verdade não dá mais, pois trago comigo pedaços de outras vidas.
Deixo de lado essa mania de olhar pra trás, me dou conta que o meu futuro depende de mim, e que ninguém pode vivê-lo em meu lugar.
Então decido olhar pra frente, porque o tempo não tem sido tão meu amigo.
E as coisas têm passado tão rápido.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Véspera de Natal.

Sei que todo mundo relaciona Natal com o Papai Noel, e alguns poucos tentam resgatar a essencia do Natal que é o nascimento de Jesus.
Pra mim, a véspera de Natal nada mais é do que a espera pela ceia. Essa é, sem dúvida, a época do ano que eu mais como. É leitoa, peru, tender, maioneses, mandioca e carne, mais carne.
A família se reune, meus pais, meus tios, meus primos, a minha vó e o namorado, e eu. Provavelmente a única vez em que eu não me importo tanto de estar só.
Quando meu avô era vivoeu era mais nova, a ceia era muito mais animada.

Eu me lembro da gente se reunir na casa da minha tia, naquela mesa de madeira em que cabia umas 20 pessoas. Nós comíamos, revelávamos amigos secretos, e meu tio sempre dizia: Porque no Natal a Missa é do Galo, se quem morre é o peru?!
Não entendo de missas, e não quero tratar de crenças nesse post.
Mesmo querendo que não seja uma data comercial, sim eu quero roupa nova, sapatos novos, um acessório marcante.
O nascimento de Jesus eu comemoro a cada dia, tanto o nascimento quanto a ressureição. Os bons sentimentos como perdão, amor, alegria, eu prezo durante todo o ano.
Eu acho meio hipócrita quando vejo pessoas que foram egoístas o ano todo sendo boazinhas. E é um tanto cruel ver que as criancinhas relacionam ganhar presentes de Natal com ser bom o suficiente pra merecer.
Desde pequena não me lembro de ter ganhado nenhum presente no Natal que não fosse de amigo secreto. Na verdade quando eu ganhava presente em dezembro, era por ter passado de ano na escola com notas boas, e não no Natal. Sei que essas coisas variam de casa pra casa, de família pra família.Mas uma coisa é certa, eu desejo pra vocês Ótimas Festas, juiiizo, e
se for dirigir
não beba!

Feliz Natal geeente!!!

;@@@@

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Apenas 10%.

Acredito que a maioria das pessoas, se não passou, vai passar por esse problema: a distância.
Na linguagem corrente, distância é a medida da separação de dois pontos.(...)então a distância é o mínimo comprimento entre as possíveis trajetórias sobre a superfície partindo de um ponto e atingindo o segundo.(Wikipédia)
Não sei até que ponto a distância tem sido mínima na minha vida. As vezes eu sinto como se fosse longe o suficiente para que eu nunca alcançasse 'o outro ponto'. E eu não me refiro apenas a distância em quilômetros. Uma música do Darvin diz: 'Quem foi que disse que pra tá junto precisa tá perto'; vários estão perto, bem perto, mas não estão junto. E alguns estão longe, a horas de distância e parecem estar tão presentes. Amigos, familiares, pessoas que amamos.
É fato que algumas pessoas farão parte das nossas vidas e depois de um tempo continuarão seu caminho sem nós. E eu não quero pensar em despedidas. Não agora.
Mas, quantas oportunidades perdemos, gastando tempo sem querer gastar. Ouvindo coisas que não queremos ouvir. Desejando estar perto de alguém que está bem longe.
Alguns desses inconvenientes, infelizmente, são inevitáveis.A vida nos faz viver muitas coisas dolorosas, seria besteira nós também nos obrigarmos a isso.
Não é questão de se fechar para o mundo e se tornar uma pessoa apática. É simplesmente aproveitar cada instante, sem gastar o nosso precioso tempo, com coisas que definitivamente não nos fazem bem.
É possível filtrar nossas relações, sem brigar com meio mundo, sem cortar relações com ninguém. Apenas aproveitar os momentos com as pessoas agradáveis. Um amigo me disse: "Má, nós aproveitamos no máximo 15% da nossa semana, faça as contas você mesma, quanto tempo você realmente é feliz, sem se preocupar com nada, sem se estressar, não passa de 15%". Eu fiz. 10% quando a semana é boa. Realidade frustrante.
No meu caso, isso se deve principalmente pela distância. Em alguns momentos, a distância que eu imponho, em outras a qual me é imposta. Ambas desgastam e atrapalham.
Se tratando de distância, o tempo não tem sido muito meu aliado. As 24h do meu dia já não são suficientes, os horários já não batem.
A saudade aperta. A vontade aumenta. A distância separa.

Eu já acreditei que o tempo só tornava as coisas piores, agora torço para que isso não seja real.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Um momento.

As músicas no rádio só me fazem lembrar você. Cada detalhe, cada frase, cada som.
Queria que pelo menos por um dia você saísse de dentro de mim. Que NADA me fizesse pensar em você. Que eu deixasse de lembrar daquilo que nunca esqueci.
Você já não faz parte da minha vida, e sei que são as lembranças que me corroem. Você não é mais o mesmo, eu sei que não, mas a vontade de te ter novamente é mais forte. Fico imaginando nós dois, como seria se você estivesse aqui.

Forever and ever! For all the all! s2


O que mais dói, é pensar que você nunca vai ler, os textos que fiz sobre você.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Saudade.

Essa noite fiquei pensando nesse sentimento que a gente chama de saudade.
Me lembrei da falta que me avô me faz, de pessoas que estavam na minha vida e sairam assim de repente, simplesmente porque estava na hora de partirem.
Muitas vezes a saudade é consequencia de nossos atos, de nossas atitudes, por 'culpa' nossa. Mas também tem coisas que acontecem porque tinha que acontecer.

Saudade um sentimento que traz consigo uma dor imensa a qual somente quem ama realmente sabe o que significa, um sentimento proprio de cada pessoa, que embora tenha o mesmo significado cada um encara de uma meneira, podemos sentir saudades de quem esta perto e ao mesmo tempo longe, podemos sentir saudade de quem ja se foi mas uma coisa que é realmente certa é a questao de que a saudade é o sentimento que logo apos o amor, todos tentam traduzir. (tirado do wikipédia)

Se somente quem ama é capaz de sentir, não seria a saudade um sentimento tão puro e tão forte como o amor? Não quero falar sobre o amor, embora seja difícil separá-lo da saudade.
A coisa mais complicada é deixar de sofrer por saudade, aceitar que se a pessoa partiu é porque não deveria mas estar aqui.
Quantas vezes choramos por saber que a pessoa não voltaria, que o momento não se repetiria, e inúmeras vezes nos preocupamos em pensar se vai ser pra sempre, ao invés de aproveitar o agora.
Quantas vezes perdemos tempo brigando, discutindo e sem perceber deixamos passar momentos, que mais tarde consideraríamos necessários.
Infelizmente nós temos a idéia de que morreremos velhinhos e que sendo assim podemos deixar pra se desculpar depois; acreditamos que viveremos muito ainda e que não é preciso dizer que se ama. Deixamos as pessoas subentenderem que são amadas, mas quase nunca damos certeza.
Se entendêssemos que podemos morrer a qualquer instante, valorizaríamos mais a vida, e se pensássemos que aquela pessoa que a gente ama, mas brigou, também pode morrer antes que dê tempo para a reconciliação, será que correríamos o risco de deixá-la duvidando do amor? Será que a deixaríamos ir embora sem dizer que é importante?
E quem disse que só porque aquele amigo está longe, porque faz tempo que a gente não se fala que ele não merece saber que é querido?
Afinal, acho que a saudade nunca vem sozinha, ela traz o amor de um lado e uma espécie de arrependimento do outro (não acredito que arrependimento seja a palavra mais adequada, mas foi a única que me veio a mente). Traz uma vontade enorme de voltar no tempo, e dar um último abraço, um último beijo, uma última mordida.


É eu sinto saudade, já me arrependi e não tive como me desculpar e gostaria que as pessoas que eu amo não morressem.