Eu sei que você me ama. Pode parecer um absurdo eu dizer isso, mas descobri esses dias que você realmente me ama. É sério, você que não sente saudade, é sim capaz de amar alguém.
Eu sei que você me ama porque você me diz bom dia, não pelo hábito ou por educação, mas diz querendo contribuir para que haja sorriso nas minhas manhãs. Sei que me ama, porque você é capaz de querer me ver com cara de sono, e porque ri, sabendo que eu estou sempre com sono.
Sei que me ama porque você deixa a barba por fazer, reforçando a sua dedicação em me agradar. E tenho certeza que você me ama porque você me deixa te fazer um carinho, mesmo sem ter certeza de que gosta da sensação.
Você me ama porque respeita minha paixão por carne, e ainda não desistiu de me fazer apreciar ovos com gema mole. Sei que me ama porque me manda ir ao mercado, e ameaça ligar pro delivery todas as vezes que eu não quero fazer o jantar. Você me ama de óculos, de lentes de contato, de cabelo liso ou cacheado. Me ama brava, e me ama mais ainda sorrindo. Me ama com o biquíni branco, e continua me amando com o biquíni vermelho de franjas que você acha feio.
Sei que me ama porque você não dorme antes de tentar resolver uma mágoa, e porque você continua me amando mesmo quando discorda de mim. Me ama dizendo que eu estou certa, e me ama mais ainda quando pode dizer que estou errada - e diz, com um sorriso encantador.
Sei que me ama porque eu nunca precisei perguntar se era amor, nunca duvidei que era amor, e porque você me deixou descobrir sozinha que era mesmo amor.
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segunda-feira, 7 de abril de 2014
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Mansinha.
Preciso verbalizar essa felicidadezinha mansa que tem me feito companhia nos últimos tempos. Esses dias eu parei pra notar o quanto pode parecer desequilibrado, especialmente pra quem me vê de longe, essa gritaria toda quando há dor, e depois a ausência, e depois a gritaria toda outra vez. Mas acho que as minhas alegrias são mais discretas. Aprendi a escrever pra desafogar a mágoa, a tristeza, a dor. Aprendi a escrever pra entender minhas dúvidas, meus medos, pra tentar fazer algo bonito desses meus fantasmas. Mas nunca precisei escrever as coisas boas. Nunquinha que eu precisei disso, até agora.
Não consigo ficar exibindo pro mundo todo as minhas coisas boas sabe? Parece tolice, mas acho que tenho ciumes dessas coisas que me fazem bem. Mas hoje, de repente, precisei externalizar do jeito bonito, as coisas boas de dentro de mim.
Tá certo, eu vivo dizendo que estou sofrendo e blábláblá. Mas nem tudo é dor nessa minha vida. Tem dias que de manhãzinha o sol tá ali levinho, só pra esquentar as minhas bochechas. E também tem dias que a chuva chega de repente, e eu sou obrigada a sair correndo pra comprar um guarda-chuva - eu adoro comprar guarda-chuva. E sempre eu chego em casa cansada e tem coca geladinha na geladeira. E as vezes a roupa bonita da vitrine é do meu número, ou o sapato dos sonhos está em promoção. Quase sempre tem um amigo, dos bons, colocando um sorriso no meu rosto com uma piada boba. Ou então conheço gente nova e legal, assim sem ter que sair com uma plaquinha de procura-se no pescoço. As vezes na rua, eu encontro filhotes simpáticos, ou motoristas que me deixam atravessar a rua tranquila. E toda semana dou um jeito de conseguir uma moeda de um real pra comprar dessas bolinhas coloridas que pingam. Não ando por ai de cabeça baixa, como se tudo fosse tristeza. É que minha felicidade é mansa, e as vezes eu não tenho urgência em gritar dela pro mundo. Daí, quem não me conhece direito, fica sempre pensando que sou dessas ingratas que não sabe agradecer a saúde, e a vida que tem.
Ou então, alguém pode pensar que fico me escondendo nessas coisas pra não ver como a minha vida amorosa é deprimente, e sobre isso eu só posso dizer: não é. Tenho a sorte de mesmo depois de sofrer um bocado, não desistir de amar, e de me envolver, e de me arriscar. Tenho a sorte de não me envolver em sentimentos mornos, e de não encontrar o descaso nessas coisas do coração.
Aqui, dor é intensa mas a felicidade também é.
Aqui, dor é intensa mas a felicidade também é.
sábado, 21 de abril de 2012
Um moletom surrado e um clichê.
Gosto dessa sensação que me invade vez ou outra, de que todo o meu passado valeu a pena. E não se confunda, isso não é saudade, não é tristeza é só aquela coisa de relembrar e sorrir porque de alguma forma tudo o que eu passei fez com que eu pudesse chegar aqui. Sentada nesse sofá desconfortável, vestindo um moletom surrado e me enchendo de refrigerante estupidamente gelado. Essa sou nos meus melhores dias, ou piores não sei. Não estou dizendo que este é meu conceito de lugar ideal, mas é um bom lugar pra se estar. De repente, em meio a tumultos e preocupações, ficar aqui com o computador esquentando meu colo, enquanto o refrigerante congela minha garganta, assistindo um romance clichê e lendo meus blogs preferidos: descanso merecido, me arrisco a dizer. Me perco nas revisões gramaticais e lembranças emocionais, e tudo o que eu posso fazer é sorrir, por de fato compreender que vivi momentos memoráveis, e conheci pessoas inesquecíveis. Não se confunda, falo do amor que as pessoas podem despertar na gente, ainda que sem querer, ainda que por querer. As intenções das pessoas não mudam as marcas que elas deixam em nós. Não se iluda, eu não penso isso todo o tempo, essa sensação de que tudo foi maravilhoso só me invade vez ou outra, e então eu paro tudo o que estou fazendo e deixo me levar, porque não há nada mais reconfortante do que saber que tudo valeu a pena.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Sou dessas garotas.
Sou dessas garotas que trocam, mudam ou simplesmente descartam suas idéias. Sem pudores, tristezas ou afins. Sou dessas garotas, que mesmo com dezenove anos nas costas, ou na costa, não sei, insistem em serem garotas. Sou essa que vezenquando para pra ler Caio Fernando Abreu, e sorri ao ler Antonio Prata, por entendê-lo. Que entende o humor cítrico da Tati Bernardi e as filosofias do tal Dostoievski. Sou meio assim, viciada em séries policiais e sagas sobre vampiros e lobos. Garota, lembra?
Sou essa viciada em amor. Recíproco, solitário, inventado. Seja ele qual for, com prazo de validade, com contra indicações. Sou dessas que prefere um texto, a um sms. Uma visita a uma ligação. Não sei bem se me conheces, sou dessas que deixa o celular tocar, mesmo quando posso atender. Assim, sem ressentimentos.
Sou dessas que prefere miojo, porque fica pronto em três minutos. Que prefere pipoca, refrigerante e um bom pedaço de carne. Sou essa que sonha em escrever algo muito bonito e memorável, que sonha em se perder em palavras e finalmente se encontrar. Sou essa, sou dessas, e vira e mexe sou dele.
Não que eu tenha a pretensão de me comparar com Chico Buarque, mas é que essa música cabe mesmo em mim.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
De volta o/
Desfazendo as malas comecei a notar as mudanças dentro de mim. Os pedaços que trouxe daqueles que estavam comigo.Meus olhos voltaram diferentes, olhando as coisas do meu cotidiano como se nelas estivessem escondidas várias surpresas.
Mudança no comportamento, em algumas atitudes, em vários sentimentos.
Mesmo com tantas transformações, sinto como se eu fosse a mesma. As minhas prioridades continuam intactas, mas não tenho essa certeza em relação as minha dúvidas. Na verdade sinto como se elas, principalmente elas, tenham mudado pra valer.
Algum tempo atrás, li uma frase que me identifiquei: "Quando penso que sei todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas".
Não consigo mais me encontrar nessas palavras, porque na verdade eu não descobri nenhuma resposta para aquelas perguntas que me incomodavam, nenhuma explicação.
Na verdade, sinto como se todas as preocupações tivessem dado uma trégua, me deixando livre de qualquer ansiedade ou inquietação.
Posso dizer que estou em tempo de calmaria, de paz, de alegria. Mas uma alegria que vem de dentro, e não por algo que aconteceu ou alguém que apareceu, é aquele sentimento simples, que vem quando a gente pára de procurar.
♪ O que será que aconteceu? Mudança de caminho ♪
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