Mostrando postagens com marcador cansaço. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cansaço. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

É tão complicado

É complicado escrever aqui de novo, tanta coisa mudou em mim e na vida e as palavras que antes eram doces chegam a me machucar. O amor não é assim tão simples, e nem dá pra dizer que mais alguém entende o que é que se passa dentro de mim. Mas as pessoas continuam tentando. Arriscando saber quem eu amo,  tentando adivinhar se eu tenho ou não romances secretos do mundo. Tentando adivinhar quem é que eu realmente sou e os motivos que me regem. 
É complicado escrever aqui de novo, porque parece que tudo que está nessas linhas é literal e fiel. Como se de fato, eu tivesse alguém perdendo tempo me convencendo a comer ovos de gema mole. Como se eu realmente não conseguisse mais descer escadas correndo, ou como se até aquela coisa de ter escrito 236 textos sobre alguém fosse real. 
Não é, não é, não é. É claro que eu sei que existem pessoas que me amam, o que eu nunca pensei que ficaria tentada a explicar é que nem tudo é assim como quando está escrito. Eu seria a mulher mais sortuda do mundo se tivesse mesmo um moço como esse dos últimos textos na minha vida, assim como adoraria que homens como Maxon, Gale, Peeta, Fernando Seixas, até mesmo o Alex - personagens dos meus livros mais queridos - existissem. 
É complicado escrever quando parece que tudo precisa ser explicado para que não hajam mal entendidos. É complicado escrever quando tenho que pensar e repensar as palavras para que alguém não ache que descobriu os segredos mais escondidos da minha vida quando simplesmente pôde ler um dos meus textos.
Eu queria poder dizer que sou mais do que esses textos, mas acho que eles é que são muito mais do que eu. 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Absurda distração

Tenho pensado em você. Sei que mais ninguém entende porque eu não exclui você das minhas memórias. Depois de tanto tempo e depois de tanta dor parece que seria natural não pensar nunca mais em você. Mas isso nunca me pareceu certo. E hoje, mais do que nos outros dias, estou acostumada a pensar em você. Tente entender, me escondo nas lembranças daquela época, e nos diálogos que poderiam acontecer se nos encontrássemos por acaso. Eu me mostrando linda e travessa e você provando sua maturidade e seus hábitos antigos. Com uma convicção absurda, eu sempre soube que por mais que eu sofresse por você todas as coisas iam ficar bem. E hoje, mais do que nos outros dias, preciso ter essa convicção absurda. É óbvio pra mim, mas talvez não seja pra mais ninguém: quero que as coisas voltem a ser tranquilas como eram antes, quero que meus problemas sejam simples como um amor mal resolvido, mal correspondido, mal realizado. Parece ingratidão com tudo o que eu tenho, desejar sofrer desse mal, mas a vida de gente grande tem fantasmas e monstros muito maiores do que esperar você responder minhas mensagens. Tenho sentido falta desse sofrimento bobo, que por mais doloroso que seja, vai ser sempre considerado bobo. Sinto falta de pensar no amor como uma história dessas inabaláveis, onde tudo é lindo e a poesia surge sutil entre os diálogos, sinto falta do romantismo dos meus textos teus, e de como sofrer por amor me parece mais bonito do que qualquer outro sentimento. 
Entenda que eu preciso fugir um pouco dessa vida que eu tenho agora, dos problemas tão impossíveis e de toda dor que estou sentindo, e nada me parece tão certeiro como mergulhar naquela dor que eu já senti e sei que passa, entende? Eu conheço a dor de não ser amada de volta, sei como é que funciona, e, mais do que tudo, sei que passa. E a única coisa que eu preciso agora é saber. Sei também que você nunca se importou de ser usado, e que não vai se ofender se eu usar as suas lembranças pra esquecer um pouquinho a realidade. Entenda também, que mesmo mergulhada nas suas lembranças, não sou ingênua de querer você aqui comigo, você não é companhia dessas de ser ter sempre, de ser sincero. Se eu te encontrasse hoje, assim por acaso e depois de tanto tempo, eu fingiria ser linda e travessa pra te impressionar, mas eu não conseguiria sustentar isso por mais de dez minutos: hoje sou alguém bem menos impressionante. Vira e mexe eu saio de casa mal arrumada, com uma expressão de cansaço contínuo, e não me espanta o fato de que as vezes suspiro aliviada por não ter que fingir estar bem. Como eu disse, as coisas estão meio turbulentas agora. Mas me perder naquelas lembranças sobre você e sobre como eu era quando te amava, servem perfeitamente de distração.




quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Carpe diem

O vento brinca de bagunçar a sua trança, enquanto ela anda apressada em direção a um compromisso qualquer. Preciso parar com o refrigerante, ela pensa, assim que vê uma moça magrinha passando no outro lado da rua. Se volta pros seus pensamentos, tentando lembrar do sonho estranho que teve, algo no shopping, ela estava almoçando, e de repente encontrou... droga, ela tropeça no mesmo buraco de sempre, se eles não arrumarem isso aqui eu ainda quebro meu pé, e sorri, como se se sentisse tola por falar sozinha. Mais alguns passos, e se perde novamente, desta vez lembra com quem sonhou, pensa naquela rosa amarela, e tenta entender o que ela significa. O sinal se abre e vários carros passam furiosos pela avenida, ela não percebe, mas o moço do carro preto passa pela segunda vez por ali, só pra vê-la sorrir sozinha novamente. Ela se assusta, já deve estar atrasada, pega o celular e vê que ainda tem três minutos. Se distrai com uma vitrine, bonita pulseira, cento e quarenta reais,  uma semana de trabalho pra conseguir comprá-la, deixa pra lá. Percebe que ainda segura o celular, mas prefere não pensar que tipo de esperança tem. Para na frente de um carro qualquer pra arrumar o cabelo bagunçado pelo vento, sorri exausta e deseja poder desaparecer, olha pros lados e percebe que, de fato, está sozinha, guarda o celular na bolsa sabendo que ele não toca há dias. Procura um lugar pra sentar e encontra um banco confortável, fecha os olhos e fica ali, remoendo a dor recém descoberta, está sozinha. Tento acenar pra que ela saiba que eu sempre estive ali, mas não há resposta. Vejo uma lágrima se formando e sussurro, não menina não lamente, a vida tem dessas coisas. Por sorte, o semáforo abre outra vez e outros carros passam apressados. Ela se distrai, pensa naqueles que a fariam se sentir melhor num dia como aquele, mas eles ficaram tão distantes. Carpe diem, ela vê adesivado numa moto, e tenta lembrar o que essa expressão significa, viver bem, aproveitar a vida, era algo assim; aproveite o momento, eu tento dizer, e ao mesmo tempo ela lembra que era isso que estava escrito junto a rosa amarela, no sonho daquela noite. Volta a si e lembra porque nunca foi pontual, as outras pessoas sempre se atrasam. Lembra também que as pessoas sempre se esquecem, que elas nem sempre se importam e que no caso dela, as pessoas simplesmente desaparecem.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Quando chove.

Ouço um som constante, dessa chuva que insiste em cair, me rendo as convenções e aceito uma xícara de chá, desses desbotados e sem gosto. As coisas não são mais como há anos atrás, o mundo está tão agressivo e desleal, e posso ver por um óculos que já não suporto ter que lavar. Vejo sorrisos, viagens, e descaso. Não são ações alarmantes confesso, elas são sutis, e se fazem entender quase que nas entrelinhas. São lembranças que vem por uma noite, e que então voltam a ser uma sombra quase que imperceptível. São propostas que surgem numa noite, quase que numa ofença a vida que já se vive. São quases que enchem, esgotam, e vão pouco a pouco roubando o brilho da vida vivida. E então vejo outros que fogem pra longe, e que podem fugir, que se escondem em meio a dunas de uma praia bonita, ou embaixo da neve de uma cidade americana. Vejo pessoas que se escondem num quarto qualquer de uma cidade qualquer, fingindo pro mundo e pra si mesmos que estão satisfeitos com a vida que têm. Aceito outra xícara de chá, como se quisesse me embrigar desse líquido quente. A chuva não para, nem lá, nem cá. A frustração, os sonhos, o cansaço, a esperança, nada disso para. E por sorte, num sinal de que nem tudo é desprezível, as pessoas que se foram, um dia hão de voltar.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Com giz de cera.

Estava escuro, e frio, como naqueles dias em que a menininha se via sozinha e com raiva. Uma raiva do mundo, por não ser exatamente como ela havia desenhado. Céu azul, com nuvens branquinhas. Mas o mundo não é da cor que ela escolheu, gizes de cera não decidem como as coisas realmente são. O mundo é triste, é cruel, e tem um monte de coisas dificílimas. E a menininha via isso outra vez.
Ela sabia que ninguém mais a entendia, ninguém mais podia querer o mundo do jeito que ela queria, mas  considerarem ela insana parecia agressivo demais. E ela chorava de dor por pensar que talvez, todos estivessem certos. Ela devia ser louca. Louca por insistir em coisas impossíveis, louca por acreditar nas outras pessoas, louca por ainda insistir em uma vida como a dos desenhos. 
Uma casinha, uma janela, uma árvore, ela sempre desenhava assim, nessa ordem. Mas tinha tantas outras coisas bonitas pra se desejar no mundo, e ela desenhava isso também.
Viver, de um jeito medíocre, nunca foi o sonho dela. Ela nunca pensou que o mundo pudesse dar essa opção a ela, justo à ela, uma menininha tão sonhadora. 
Mas contos de fadas não existem, e ninguém consegue uma casinha com uma janela usando giz de cera, ninguém. Nem essa menininha boba, que ficava brava quando se sentia sozinha.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A chuva ainda cai..

Parecia um dia como qualquer outro. Mas não era. Como na maioria dos momentos em que minhas assombrações me perseguem, chovia. Não sei se muito, não sei se pouco. Sei que chovia.
Ninguém ouviu meu coração. Era só eu e ele.
Seria injusto dizer que estava só, porque não estava. Mas isso não me fez sentir melhor.
O pote de sorvete não fez a diferença que esperava. As doses absurdas de estudo também não.
Os sonhos, as pessoas, as músicas, a vida. Tudo trazia à tona as coisas que empurrei o mais fundo que pude dentro de mim.
Não sei se alguém notou. Mas isso realmente não importava. Não tinha mais forças pra cobrar nada de ninguém, nem de mim mesma.
Não iria lutar contra mais nada. Se sinto falta de alguém que nem entrou na minha vida, tudo bem. Se as coisas não estão como eu gostaria, tudo bem. Está tudo bem. Talvez eu não esteja tão bem assim, mas isso não parece importante agora.
Não tenho mais tempo pra essas coisas. Não é justo, mas ouvi dizer que a vida é injusta.
Porque a chuva ainda cai, e o dia já se foi.

;@@

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Em família.



Refeições em família é sempre a mesma coisa.
Todo mundo ri, todo mundo se diverte e sobra pra mim. Sim, sempre vem um e pergunta: ' E o namoradinho?'
Que droga, todos eles sabem que eu não namoro. Que meus pais não deixam (é eu tenho 16 anos e eles não deixam), que eu não tenho tempo, e mais ainda que eu sou uma garota super dificil de lidar. E vêm com esta pergunta?
Se eu estivesse namorando, é lógico que ele estaria lá, junto comigo 'aguentando' a minha família! ¬¬'
E o pior é que eu ainda tenho que responder com um sorriso no rosto, ' ah vó, eu não vou começar a namorar agora e me prender a ninguém não, eu tenho que pensar nos estudos' e então meus pais, que estavam do lado prestando atenção pra ver a resposta se entreolham orgulhosos.
Estou cansada disso. Cansada de ter que responder. De não ter ninguém.
No fundo (só no fundo) não é culpa deles se eles querem saber porque eu não estou com ninguém, e nem culpa dos meus pais se querem que a 'menininha' deles não se apaixone por nenhum 'marmanjo'. Mas o que me incomoda é que eles nem percebem que isso me irrita, me afeta. Sim, eu preferia estar namorando agora. Ter alguém com quem dividir os meus momentos. Só que não vou ficar por aí com uma plaquinha dizendo 'Quero um namorado'. Muito menos reclamando que estou solteira. Cada coisa no seu tempo.
Eu só achei que família era pra ser diferente. Que com eles eu poderia ser sincera, essa coisa de ser eu mesma.

******

Tá, eu amo todos eles, e minha família é essencial na minha vida. Mas, essas coisinhas as vezes cansam.
Hoje eu me livro da pior parte na escola. Prometo que as coisas começam a voltar a rotina normal.

;@@

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Desabafo.

As vezes, me sinto tomada por uma sensação de fraqueza.
Principalmentes as vésperas da apresentação do meu trabalho de conclusão de módulo (o tal do TCM), é tipo um TCC de faculdade, onde eu tenho que apresentar um projeto pra uma banca avaliadora, faço isso uma vez por semestre.
E não, não está nada dando certo. Os resultados não batem, os números nao se encaixam. E tudo o que eu aprendi parece de desapareceu.
Dá aquela vontade imensa de jogar TUDO pro alto. Desistir do curso, dos meus sócios, (pq além de tudo o trabalho é em trio), dos professores.
As lágrimas saem dos olhos diariamente, e não é por tristeza, mas por uma espécie de desespero+cansaço.
Tenho passado mais tempo na frente do computador do que na minha cama. Estou no meu menor peso desde o fim do ano passado. Me alimentando mal pra caramba, dormindo mal pra caramba. Nessa altura do semestre os relacionamentos já estão totalmente desgastados. O que me faz lembrar do filme 'O diabo veste Prada', naquela cena em que a protagonista ouve algo do tipo 'quando sua vida sentimental estiver se desfazendo é sinal de que vc será promovida'.
Tá, eu estou longe de uma promoção, mas não aguento mais. Não mesmo.