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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

É tão complicado

É complicado escrever aqui de novo, tanta coisa mudou em mim e na vida e as palavras que antes eram doces chegam a me machucar. O amor não é assim tão simples, e nem dá pra dizer que mais alguém entende o que é que se passa dentro de mim. Mas as pessoas continuam tentando. Arriscando saber quem eu amo,  tentando adivinhar se eu tenho ou não romances secretos do mundo. Tentando adivinhar quem é que eu realmente sou e os motivos que me regem. 
É complicado escrever aqui de novo, porque parece que tudo que está nessas linhas é literal e fiel. Como se de fato, eu tivesse alguém perdendo tempo me convencendo a comer ovos de gema mole. Como se eu realmente não conseguisse mais descer escadas correndo, ou como se até aquela coisa de ter escrito 236 textos sobre alguém fosse real. 
Não é, não é, não é. É claro que eu sei que existem pessoas que me amam, o que eu nunca pensei que ficaria tentada a explicar é que nem tudo é assim como quando está escrito. Eu seria a mulher mais sortuda do mundo se tivesse mesmo um moço como esse dos últimos textos na minha vida, assim como adoraria que homens como Maxon, Gale, Peeta, Fernando Seixas, até mesmo o Alex - personagens dos meus livros mais queridos - existissem. 
É complicado escrever quando parece que tudo precisa ser explicado para que não hajam mal entendidos. É complicado escrever quando tenho que pensar e repensar as palavras para que alguém não ache que descobriu os segredos mais escondidos da minha vida quando simplesmente pôde ler um dos meus textos.
Eu queria poder dizer que sou mais do que esses textos, mas acho que eles é que são muito mais do que eu. 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Sinto muito.

Já faz um tempo que estou nessa de fingir que está tudo bem para que ninguém se preocupe, mas se você gosta de mim esse tanto que diz que gosta, me deixa lamentar. Me deixa sofrer pelo que se foi, e me deixa gritar que eu sinto muito. Dá uma canseira danada ter que fingir que odeio tudo o que passou. Entenda de uma vez, sou capaz de amar cada defeitinho de cada um que já me magoou, e isso faz parte de mim. Não posso sair gritando pro mundo que odeio aquele cheiro de halls preto, nem que odeio absinto, física, velhas, nem qualquer uma das coisas que eu deveria odiar, mas por me lembrarem tanto de alguém, eu não consigo - e não quero. Eu sei que você vai dizer que sofrimento não faz bem, e que a vida tem que seguir. Mas não diz não, e me deixa aqui com essa tristeza. 
Me deixa aqui pensando em tudo que faz parte de mim agora, mas veio de outro alguém. Me deixa gostar de yakissoba, xbox, ivete, teatro, pizza hut, massagem e de tantas outras coisas que eu aprendi a gostar ao longo dos dias. Me deixa aqui chorando toda dor, toda saudade, todo medo, toda dúvida, todo desejo, me deixa chorar tudo. Já faz um tempo que eu estou nessa de fingir que está tudo bem, mas acho que não está. Não está tudo bem em ter que explicar meus motivos, minhas angústias, em tem que esconder meus desejos bobos de voltar no tempo. Não está tudo bem em ter sempre alguma dor pra chorar e como vez ou outra elas parecem se repetir. Se você não puder entender, pelo menos respeite essa minha dor. Não tente invadir meu peito e tirar de lá tudo o que você não acha certo. Só eu sei o que carrego ali dentro e a que preço me mantenho em pé. Não tente invadir meu peito pra compreender minhas dores, não iria ajudar em nada. Mas faz assim: me deixe aqui com essa tristeza, e espera por perto até que ela se vá.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Com giz de cera.

Estava escuro, e frio, como naqueles dias em que a menininha se via sozinha e com raiva. Uma raiva do mundo, por não ser exatamente como ela havia desenhado. Céu azul, com nuvens branquinhas. Mas o mundo não é da cor que ela escolheu, gizes de cera não decidem como as coisas realmente são. O mundo é triste, é cruel, e tem um monte de coisas dificílimas. E a menininha via isso outra vez.
Ela sabia que ninguém mais a entendia, ninguém mais podia querer o mundo do jeito que ela queria, mas  considerarem ela insana parecia agressivo demais. E ela chorava de dor por pensar que talvez, todos estivessem certos. Ela devia ser louca. Louca por insistir em coisas impossíveis, louca por acreditar nas outras pessoas, louca por ainda insistir em uma vida como a dos desenhos. 
Uma casinha, uma janela, uma árvore, ela sempre desenhava assim, nessa ordem. Mas tinha tantas outras coisas bonitas pra se desejar no mundo, e ela desenhava isso também.
Viver, de um jeito medíocre, nunca foi o sonho dela. Ela nunca pensou que o mundo pudesse dar essa opção a ela, justo à ela, uma menininha tão sonhadora. 
Mas contos de fadas não existem, e ninguém consegue uma casinha com uma janela usando giz de cera, ninguém. Nem essa menininha boba, que ficava brava quando se sentia sozinha.

sábado, 11 de setembro de 2010

A última noite.

Eu choraria por você, e confesso que você nesses últimos dias é unica coisa que realmente me faz querer chorar. Eu choraria por ter certeza de que o que eu sinto nunca vai mudar, e choraria por saber que essa frase é ridícula. Choraria por pensar que talvez, e somente talvez, você tenha tomado a decisão certa de se manter distante. Choraria por ter vontade de sorrir toda vez que te vejo, e choraria por ser tão covarde e não conseguir te olhar nos olhos. Choraria por lembrar de todas as vezes que você fingiu não me ouvir, e que não respondeu as minhas perguntas. Choraria por ainda não saber o porque decidi ser tão sincera contigo, e choraria por estar me sentindo tão maluca. Eu choraria toda uma noite por sua causa, e só pensando em você. E choraria tudo, tudo mesmo o que me machuca, se eu tivesse certeza de que quando as lágrimas finalmente cessassem eu conseguiria  colocar um ponto final nisso. Eu choraria.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Sem título.

Ninguém está preparado para suportar as perdas. Sempre dói demais.
Hoje, penso que a coisa mais complicada de se perder é a confiança. E que me desculpem os altruístas, mas estou falando da confiança em nós mesmos.
Algumas pessoas se importam demais em estar no controle de tudo. Algumas pessoas são tão eficazes que não se preparam para o dia do fracasso. Ou talvez, apenas eu seja assim.
O fato é que as vezes aquilo que sempre deu certo, vai dar errado. Aquilo que era eterno, tem grandes chances de ter um fim trágico. E aquilo que planejamos pode não acontecer.
E então, não importa o quanto as pessoas ao redor queiram ajudar, e nos animar, a gente fracassou.
É difícil recomeçar, saber como agir e o que decidir. É difícil. Não estou aqui, pra dar uma fórmula mágica para recuperar a confiança, e na verdade eu ficaria feliz se pudesse encontrá-la. Ficaria mais aliviada se as coisas fossem mais simples, se a vida fosse menos cruel.
Eu realmente gostaria de ter certeza que a escolha é certa, antes de escolher. Eu gostaria que os meus esforços pra controlar tudo não parecessem tão inúteis. Eu gostaria de fazer as coisas certas, assim só pra variar. E então poder dormir tranquila, sabendo que no dia seguinte as coisas vão continuar correndo no rumo certo.


Não tão poético, não tão bonito. Mas eu realmente precisava colocar pra fora.