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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Eu sempre me canso.

Me cansa pensar que você tem um monte de sentimentos bons em relação a mim mas não se dá ao trabalho de me ver. Não vou dizer que dói, porque na verdade dor não há. Há apenas aquela sensação incomoda, que li dia desses em algum lugar: a sensação incomoda de quando alguma coisa não termina no fim. Não é que a história toda tenha sido incrível, mas é que a ausência de um final, me faz fantasiar os finais possíveis, e dá uma vontade enorme de tentar forçar para que aconteça.
Me irrita toda vez que você vem me chamar de amor quando está dizendo algo que sabe que eu não vou gostar. Odeio ver que você realmente acha que palavras doces me deixarão menos incomodada. E odeio quando você acerta em cheio no que dizer. Me incomoda quando você diz que vai ligar e não liga, quando diz que vai me encontrar e desmarca, quando diz qualquer coisa e depois volta atrás no que disse. Odeio você ser essa pessoa de momentos. E o que mais odeio nisso é que eu sei exatamente como é ser alguém assim, eu sou assim, mas não sou assim com você. Não sou assim com você, porque quando eu tinha dezesseis anos eu me apaixonei por você e te coloquei num pedestal, e agora, por mais realista que eu seja, é extremamente difícil separar a imagem que eu fiz de você e a que você fez de você mesmo pra mim. 
Gosto de você ter aceitado sair comigo num dia dos namorados, e de ter andado na rua de mãos dadas comigo, mesmo sem ser meu namorado. Gosto de lembrar dos nossos bons momentos, gosto mesmo, mas me cansa quando eu percebo que é só isso que temos. Eu queria mesmo é ter brigado pelo menos uma vez com você, de gritar, de olhar no olho, de te ver sendo alguém menos politicamente correto.
Me cansa conhecer só a sua versão que impressiona, porque é certinha demais pra ser de verdade, e eu odeio coisas que não são de verdade. Me incomoda muito ter que saber da sua vida através do seu irmão, e de fotos que você nem sabe que estão publicadas. Me incomoda muito ter que te mandar duas mensagens, para que você me responda uma. Mesmo que essa uma seja sempre de tirar o fôlego.
Me cansa magoar tantas pessoas porque eu simplesmente não consigo excluir você, as memórias, as fantasias e os planos, da minha vida. Me magoa, me cansa, me irrita e incomoda. Entende que isso não me dói, mas me incomoda? É como se eu te carregasse sempre pra baixo e pra cima, aqui dentro, na expectativa de que algo aconteça, correndo o risco de nunca acontecer. Como um vicio, um mau hábito, uma coisa ruim que eu não consigo abrir mão. Como no livro que termina no meio de uma frase e você simplesmente não consegue desistir de descobrir o final. 



segunda-feira, 2 de julho de 2012

Despedida

Já faz muito tempo desde o dia em que nos vimos pela primeira vez. Como nessas histórias de filme, foi algo simples e casual mas que sinceramente me marcou demais. Foram os vinte dias mais inesperadamente marcantes que eu já tive. Mas não quero que isso pareça uma pretensão de atrapalhar sua vida, nem mesmo posso dizer que quero voltar no tempo pra ter esses olhos castanhos me olhando tão firmemente de novo.
Quero apenas te dizer que me orgulho de quem você se tornou. Te acompanhei de longe nesses setes anos que se passaram, e posso dizer que você é um homem forte, maduro, consciente, responsável e que continua tão tímido quanto era há anos atrás.
Não tenho a pretensão de achar que você ainda lembra dos meus olhos castanhos te olhando firmemente. Ainda assim, acho justo me desculpar pela minha imaturidade.  Quando te conheci, ouvi de um amigo que Não adianta ser a coisa certa, precisa ser também no momento certo, e no nosso caso, não houve um momento certo. E é claro que, não haver um momento certo foi a coisa mais certa que poderia acontecer.
Não sei se preciso te dizer, mas você nunca me decepcionou. Nunca mesmo. Eu só lamento ter sido tão nova e não ter ninguém pra me impedir de te decepcionar. Lamento de verdade. Lamento minhas birras, minha ausência, minha falta de sabedoria pra ver quem eram as pessoas que me faziam companhia e mais que tudo, lamento minha covardia pra não dizer tudo isso antes pra você.
Não se assuste, te escrevo agora apenas pra te desejar as melhores coisas nessa vida. As melhores risadas, as melhores noites, as melhores companhias, o melhor amor, a melhor saúde, as melhores bençãos. Não consigo pensar em nenhuma outra pessoa pra qual eu desejei tantas melhores coisas assim. 
Por fim, quero te contar que toda vez que você passava por mim, eu orava baixinho pra que Deus te acompanhasse e te guiasse pra sua felicidade, e hoje fiquei com uma sensação de dever cumprido: sua felicidade está ai, estampada no seu rosto e, a partir de agora, não preciso mais sussurrar por você.

Porque algumas pessoas ficam guardadas pra sempre.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Bailarina, saudade de chumbo.

O dia estava daquele jeito chuvoso, como inúmeras vezes ela já havia vivido. Ela, agora crescida, evitava pensar em tudo aquilo que a menininha havia passado, mas não era algo que ela pudesse controlar. Nesses dias de chuva, de solidão, de ausências inúmeras, ela acaba por se render a saudade, pra sentada num canto qualquer, relembrar. Da doce sensação de deixar seu corpo fluir através de uma música, do desafio de ter passos bem marcados, da adrenalina as vesperas de uma apresentação. Tantas foram as vezes que ela reclamou dessa rotina, e agora, como que numa dessas armadilhas do tempo, estava ali sentindo falta daquilo. Ela que tantas vezes recusou uma xícara de café, se via ali desejando um pouco daquele pó forte, capaz de espantar essas lembranças de menininha. Lembrança. Do sabor amargo de um desafeto, e de como incomoda ver o outro sendo feliz com algo de devia ser nosso, e do tanto que esses desconfortos parecem bobos agora. A menininha já fora muito ciumenta, não é? Coisa boba de quem não sabe bem o que quer e sofre por ver que tem gente que sabe. Nesses dias de chuva, ela acaba sempre por tentar compreender todas as dores daquela menininha que ela já havia sido. Os inúmeros amores, as decepções, as ilusões, os amigos, os hábitos, os problemas que eram tão grandes, e que num passe de mágica - ou de tempo - se tornaram apenas cicatriz num coração que, por ser teimoso, insistia em encontrar um jeito de boicotar a calmaria da rotina de gente grande, pra se render a nostalgia das coisas de pequena. Bobagem. Como o doce enjoativo da vitrine da padaria, e de como simples metáforas podem marcar tanto uma menininha. Dos inúmeros suspiros, tristezas, e de toda a satisfação de saber que aquela pequena viveu, e viveu muitas coisas boas. Ela, como boa gente grande, não tinha pretensão de voltar ao passado pra viver tudo aquilo de novo, ainda mais tudo aquilo que foi dor, e hoje, só hoje, é lembrança. Mas nesses dias de chuva, é inevitável relembrar.

(Num desafio blogueiro simplesmente encantador.)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Conto de Fadas

Tudo começou como um sonho. Um sonho de ser pra alguém aquilo que se espera, entende? Raras vezes nesse mundo, duas pessoas se encontram e são na medida certa do que se precisa. Ela não teve essa sorte. Tempos atrás ela encontrou algo diferente do que ela havia sonhado como ideal, e ainda assim ela pode amar, e amou. Com todo o seu ser, até perder o fôlego, até perder o chão.
Amou, ainda que nunca tivesse tido a certeza de ter sido amada de volta. Ela apenas podia crer que um dia a história de cada um pudesse se tornar uma história só. Que um dia a gata borralheira se tornasse a Cinderela e se casasse com o príncipe.
Mas a mágica nunca aconteceu, e ela sofreu. Por inúmeras noites se viu chorando ao imaginar seus sonhos. Depois, chorou por não entender como podia desejar uma mesma coisa por tanto tempo. E então, por inúmeras noites, desejou que aquele príncipe não aparecesse nunca mais em seus sonhos. Um dia, e não foi de repente, ela entendeu o que significava amadurecer. Ela viu que chorar e desejar e amar e querer nunca seria suficiente para ela, que queria mais que tudo conquistar aquilo que sonhava. Ela entendeu que nunca havia sido uma gata borralheira e finalmente pode ver que existiam outros príncipes, não tão encantados como aquele de seus sonhos, mas dispostos a dividir com ela sua história.
O tempo passou, a vida dela mudou, mas vez ou outra ela tinha saudade daquilo, da sensação mais intensa que ela viveu, e da única vez em que se permitiu sofrer. Mas isso não se trata de um conto de fada, com finais felizes. Não é uma novela, onde o mocinho e a mocinha terminam juntos no final. Neste caso, os dois protagonistas estavam em rotas diferentes, em cidades diferentes, lutando por coisas diferentes.
Ele acreditava em destino, e deixou que o tempo decidisse como a história dele iria terminar. Ela acreditava em conseqüências, e deixou que as próprias decisões guiassem o seu caminho.
Sem certo ou errado, sem julgamentos dessa vez. Não cabia a ela acreditar ou não no amor que ele poderia sentir, porque não é do amor que essa história fala também. Isso diz respeito a uma vida, a uma pessoa, que precisa ter uma razão pra acordar todos os dias, que precisa ter outras pessoas fazendo com que a sua jornada não se torne fria e solitária.
É verdade, não se pode apagar as marcas daquele amor, daquelas lágrimas e nem os planos que um dia ela fez. Mas também não é justo que ela pare, esperando que os caminhos de ambos se cruzem um dia.
A vida é extremamente curta para que se percam momentos na esperança de que um dia outros aconteçam. É preciso seguir em frente, ainda que isso custe enterrar alguns dos sonhos mais bonitos. Não se pode viver de sonhos, não daqueles onde outras pessoas estão envolvidas e não tem interesse em participar. Não se pode.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Adeus ano velho ♪

Ano passado, um pouco antes do Natal, elaborei uma listinha de 10 coisas que eu pretendia fazer em 2010. Acho justo compartilhar com vocês o que eu consegui cumprir, o que eu deixei de querer e o que eu simplesmente não fiz.

1. Resolver as pendências da minha vida. 
O plano era escrever tudo o que eu sentia por 'ele' num caderno e entregar na cara e na coragem. FEITO. Com algumas alterações, claro, foram 13 página de Word, anexadas num email simples, ele leu, me ligou, saímos e não teve nenhum final de filme; colocamos os 'pingos nos is' e cada um seguiu seu caminho.
2.Fazer faculdade de economia.
Não passei na prova da Fuvest, e esse ano fiz um monte de coisa diferente. Resultado final: não passei em nenhuma pública e provavelmente farei um curso radicalmente diferente de Economia. Como eu me sinto? Doeu um pouco quando percebi que não era nenhuma nerdizinha, mas como dizem: quando tem que acontecer, acontece.
3. Tirar carta.
Não cumprido. Devido a problemas financeiros, meu pai continua tendo que ser meu motorista oficial. 
4. Ir no maior número possível de shows do Catch Side!
Não fui em nenhum show deles e pra completar a banda se desfez. Mas pra compensar meu lado tiete fui num show do Scracho em São Paulo e fiquei feliz da vida, me rendeu uma boa chance de ser safadjenha e de quebra tenho fotos perfeitas com todos os integrantes da banda. (Claro que a @beecka foi a culpada responsável por isso)
5. Deixar de ser anti social.
O plano era me tornar uma pessoa melhor ao me mudar pra São Paulo. Acabei não me mudando, mas ao me deparar com o emprego de secretária acabei sendo forçada a despertar a pessoa legal de dentro de mim.As pessoas até me consideram uma pessoa extremamente legal e atenciosa. FEITO.
6. Conhecer/reencontrar amigos de internet.
Não reencontrei o Kelvin, e não vi o Matheus. O plano de ver a Beecka toda semana também não deu muito certo: vi ela por apenas 3 dias esse ano. Essa foi uma das metas que me deixou mais triste por não cumprir, mesmo.
7. Conhecer, me apaixonar e pegar (não necessariamente nessa ordem) um cara BEM gato, simpático e inteligente.
Não conheci nenhum cara realmente gato esse ano, mas me apaixonei (e peguei ;x) um bem inteligente e simpático, como a meta não incluia ter um romance longo e duradouro posso considera-la  parcialmente cumprida mesmo sem ter conseguido um namorado pra chamar de meu.
8. Comprar uma máquina fotográfica fodona profissional
Simplesmente por problemas financeiros o verbo comprar foi abduzido do meu vocabulário esse ano. 
9. Começar (e terminar) meu livro.
Sentei algumas vezes para escrevê-lo, mas não consegui construir nem um mísero parágrafo. Infelizmente, deixei muito a desejar nessa área da minha vida.
10. Me esbaldar com as comidinhas de São Paulo.
Não comi nada de muito especial esse ano, nem em São Paulo nem em lugar nenhum. Ainda assim devo ter adquirido uns 5kg a mais esse ano, ou pelo menos minhas medidas pularam de 36 para 38. Tragédia.

Saldo: 2 metas cumpridas e 1 parcialmente cumprida. Confesso que mantenho para 2011 os desejos de cumprir as metas 3, 6, 9 e 10. 

Mas desejo mesmo que 2011 seja um ano cheio de dinheiro - não é pecado algum desejar isso -, de inspirações, de maturidade - porque sem isso fica dificílimo superar qualquer problema -, amor  - de todas as formas e intensidades -, reciprocidade - porque a vida fica bem melhor quando você tem respeito, admiração e  paixão de maneira mútua - , coragem - a  vida de cada um é feita de escolhas, e é preciso coragem para escolher aquilo que a gente realmente acredita ser o melhor -, e Deus porque eu não teria conseguido suportar 2010 se eu não O tivesse me guiando e me mantendo de pé.
Que nosso 2011 tenha isso, e muito mais!! Porque o sabor de viver é saber que amanhã tudo pode ser diferente e que não há nada de errado em mudar de idéia, de planos, de destino e de futuro!!


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

It hurts

Está doendo muito agora, essas lágrimas cortando meu rosto. Está doendo ver que você me excluiu da sua vida. Doeu reler cada palavra que eu mesma escrevi, e fiz questão de que você lesse. Está doendo lembrar das suas palavras e do seu sorriso, sabe? Aquele sorriso que me fez ter bons sonhos por tantas noites. Não vou dizer que te amo, sabe como é, não seria muito maduro da minha parte voltar a falar sobre isso. Mas de repente voltou a doer. Como um osso que dói sempre que faz frio mesmo já estando no lugar certo. Eu queria te ligar agora, ouvir sua voz e saber como está sua vida. Já fazem 328 dias desde que te vi pela última vez. Não vou mentir, aprendi a te esquecer na maior parte do tempo, mas hoje não consegui. E doeu lembrar de tudo. Não porque tenha sido triste, mas doeu por parecer ter acontecido a anos atrás. E está doendo mais agora porque você não deve sentir a minha falta, não deve sentir saudade, não deve querer me ver. E como todas as outras vezes tenho medo demais para ir atrás de ter certeza.


Forever and ever! For all the all

quarta-feira, 3 de março de 2010

No passado

Eu costumava ser uma pessoa melhor quando eu acreditava que o amor ia bater a minha porta sem aviso prévio. Quando eu conseguia acreditar em amor sem fronteiras, sem distância, sem maldade.
Eu costumava ser uma pessoa melhor quando eu acreditava que pessoas boas viviam mais; quando eu pensava que algumas pessoas viveriam 150 anos.
Eu costumava ser uma pessoa melhor quando me doava quase que completamente para as minhas certezas; quando sabia agir por impulso e tinha coragem para isso.

Um caminho surge em minha frente, não sei onde me levará, não sei quanto tempo vai durar, nem se alguém vem comigo. Mas me parece coerente segui-lo.
Uma estranha sensação se aflora dentro de mim, de repente o desafio é ser sozinha. No sentido literal e metafórico.
Não ouso mais dizer sobre certo ou errado, mas eu costumava ser uma pessoa melhor.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O que acontece depois...

Eu já amei intensamente, já me desiludi com o mundo e com as pessoas, mas no momento, eu sinto raiva daqueles que me ensinaram que tudo precisava de um fim.
Sinto raiva de não ter aprendido antes que era só mudar de capítulo e as coisas melhorariam. Sinto raiva de não ter aprendido antes que quando eu enfrentasse, e não precisava ser de frente, a dor finalmente teria fim.
Preciso dizer que nenhuma pessoa é tão ruim quanto a gente acredita, e que não precisa de muito tempo de diálogo pra descobrir isso.
Que existem pessoas que vão nos fazer chorar, e que em meio a essas lágrimas também vão nos fazer sorrir. Não por nos oferecerem aquilo que esperamos, mas por dividirem com a gente as suas verdades.
Que não há como viver uma vida própria se baseando nas experiências e verdades dos outros. Que é preciso criar a sua própria opinião e seus próprios conceitos.
Que uma mentira dita mil vezes não se torna verdade. E que o tempo perdido não volta jamais.
Depois de um tempo vivendo, você percebe que é preciso aproveitar cada instante. Mas que algumas vezes é preciso ter alguém que nos lembre disso. E que é bom ter por perto pessoas com coragem de te mandar superar, viver e amar, por mais arriscado que essa ordem seja.
Você percebe que estar ligado a alguém, é se alegrar com as coisas que o fazem feliz. E percebe o quanto um sentimento é intenso, ao sorrir sinceramente mesmo sentindo raiva, ciúmes e frustração com as suas conquistas.

Então você se sente realmente aliviado em descobrir essas coisas. Se sente bem, por conseguir criar expectativas de um futuro melhor. Por conseguir olhar pra trás e deixar as frustrações lá. Quando você aprende todas essas coisas, você finalmente se torna capaz de se fazer feliz.
Você deixa de culpar as pessoas pelas suas dores e deixa também de se culpar por elas.
Você cria coragem para olhar as suas feridas e ri ao lembrar de como as conseguiu.
Você sorri dos momentos que viveu, e acredite, você se sente agradecido por tudo o que aconteceu.
Ou talvez isso só seja verdade pra mim. Talvez esse tipo de remédio seja tão específico que copiar a receita seja prejudicial. Eu não sei.


Quem acompanha o blog há mais de um ano, leu muitos textos meus sobre uma desilusão amorosa. Nesse novo ano, achei justo contar como é superar e o que acontece depois disso.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Passados..

As coisas têm passado tão rápido.
Ao olhar pra trás, vejo quanta coisa já vivi. Algumas lembranças que por vezes trazem aquela saudade; momentos que eu penso não ter aproveitado totalmente e até histórias que tiveram um fim insatisfatório.
Ao olhar pra trás, vejo partes de mim que não deveriam ter desaparecido. Detalhes que não percebi, mas que eram essenciais.
Ao olhar pra trás, vejo os amores declarados, e que hoje nem sei aonde estão. As brigas desnecessárias, discussões sem fundamento.
Ao olhar pra trás, vejo a minha história, as decisões que me fizeram ser quem eu sou.
Ao olhar pra trás, busco uma maneira de ser apenas quem eu sou, mas na verdade não dá mais, pois trago comigo pedaços de outras vidas.
Deixo de lado essa mania de olhar pra trás, me dou conta que o meu futuro depende de mim, e que ninguém pode vivê-lo em meu lugar.
Então decido olhar pra frente, porque o tempo não tem sido tão meu amigo.
E as coisas têm passado tão rápido.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O tal do amor [²]

(..continuação)

Cansei de tentar explicar e decifrar os sentimentos dele, hoje percebo a inutilidade dessa atitude. Não importa mais o que ele sentiu, o fato é que eu depositei nele a minha alegria, e isso nunca daria certo. Não pra mim. Eu fiz com que um simples romance fosse por água abaixo. Interpretei demais palavras e atitudes, não era a realidade em si, mas a minha visão dos fatos. A minha vontade.
De fato ele nem sabe o quanto fez parte da minha vida esse ano , nem o quanto eu desejei estar com ele. Eu poderia ter dito, mas tive medo. Medo de mostrar pra ele o quanto sou patética, o quanto ele me manipula.
Não acho que eu e ele fomos feitos pra sermos nós, e mesmo sabendo disso eu desejei. Desejei do fundo do meu coração, mesmo sem fazer nada pra que acontecesse. Nada mesmo, nenhum recado no Orkut, mensagem no celular, nada.
O máximo que fiz foi sussurrar no meu quarto, a noite, que ele dormisse bem.
Ao observá-lo a distância pude sorrir pelas suas conquistas, só eu sei o quanto fiquei feliz em vê-lo passar na faculdade que desejava. O que sorri em saber que ele não iria pra mais longe.
E agora estou aqui, desejando do fundo do meu coração esquecê-lo.

Tento pensar no tanto que sofri, e nas coisas ruins que ele me fez. Mas eu não sei se foi ele que fez, eu se foi eu que enxerguei coisas onde não tinha. Eu fugi dele, eu me escondi, escondi o sentimento, escondi minhas verdades. Nunca consegui ser totalmente sincera com ele, talvez por isso não pudemos ter um relacionamento de verdade.

Fico a pensar como terminar esse texto. Como colocar fim naquilo que eu espero que seja o último texto sobre ele. Por mais que eu tente, por mais que eu pense. Falta coragem pra terminar, colocar o último ponto final e partir pra outro.


Uma nova história, um novo protagonista, o mesmo coração.



;@@

domingo, 4 de janeiro de 2009

O tal do amor

As vezes, parece que todas as coisas tem uma explicação. Que se aconteceram daquela maneira é porque tinha que ser.
Acredito que todo mundo já sofreu uma desilusão amorosa. E eu não estou livre disso.
Um dia eu encontrei alguém que me disse as coisas que eu queria ouvir. Que me fez sentir alguém importante e especial. Posso dizer que passei momentos incomparáveis enquanto aquele sentimento bonito estava em mim, e nele. Não sei ao certo o que ele sentia, nem porque me disse todas as coisas que disse, mas eu fui feliz.
Aquelas sensações me fizeram saber como era se sentir desejada, mas da maneira mais suave que poderia ser.
E então, as coisas fugiram do meu controle, ele não me amava do jeito que eu achei que amasse. Não, eu não era correspondida. Todos os planos que fiz, e esperanças que depositei pareciam desabar. Ele estava me ignorando. Em meio as lágrimas eu fui me deixando corroer, pensando em toda a mentira que vivi.
A verdade era que eu não conseguiria suportar a idéia de que tinha acabado. Que eu não tinha sido capaz de manter o sentimento, então me apeguei à idéia de que nada foi real. Que todas as palavras ditas por ele, eram mentiras contadas pra conseguir atingir o objetivo, e que ele não passava de um maníaco destruidor de corações.
Como o esperado, fiz dele um monstro e continuei a minha vida. Os meus romances. Enquanto a ferida de ser largada cicatrizava, eu resolvi me entregar, viver um novo amor. O antigo parece ter sentido que estava me perdendo de vez, e mais do que depressa veio ao meu encontro. Com palavras mais doces do que as primeiras. Com um discurso de que precisava de mim, que eu o faria feliz. Infelizmente eu acreditei, mesmo sem me deixar levar, e sem voltar pra ele, eu acreditei.
Aquele sentimento tomava conta de mim, e tudo o que eu fazia era lamentar. Eu não corri atrás dele dizendo que precisava dele ao meu lado, não pedi pra ele ficar, nem contei o quanto ele me inspirava. Deixei-o partir. E ele foi, pra bem longe do meu coração.
(continua...)
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Mais selos gentee \o/

Ganhei esse daqui da Kellen, amiiga, brigada meeesmo! ^^

E esses outros do Max







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Eu pretendo fazer, logo logo um post sobre o titulo do blog, mas pra esclarecer, eu realmente gosto de suco de limão com couve!

Beeeijo
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sábado, 27 de dezembro de 2008

Sobre os anos.

Mais um ano se passou.
De fato, o começo de 2008 não foi muito agradável pra mim, e se eu fosse contabilizar, não sei se teria mais coisas boas ou ruins. Por isso não contabilizei.
Sei que muitos fazem do final de ano um tempo pra se redimir, ou saem correndo tentando fazer as coisas que nao coseguiram durante o ano.
Outros ficam fazendo listas de coisas a fazer em 2009, como se o ano fosse mudar tudo ao começar.
Não acho errado, mas não faço.
Não vou negar que também aguardo pela chegada do Ano Novo. Que eu fecho os olhos e desejo que as coisas sejam melhores. Sejam menos doloridas. Só que a minha parte 'realista' faz questão de me lembrar que eu vou colher os frutos das sementes que plantei.
Que 2009, será a respostas pras minhas ações em 2008.
As vezes eu quero fugir dessa realidade, pensando em 'Ano Novo, vida Nova'. Mas não.
Eu continuarei a mesma, com os mesmos amigos, com a mesma familia, na mesma escola, e se EU não fizer algo diferente, daqui um ano, verei que vivi as mesmas coisas.
Pois se quisermos mudanças, temos que mudar. Ir por um novo caminho, de um novo jeito. Não sei se fazendo isso chegarei no lugar certo, mas sei que chegarei num lugar diferente de onde estou.
Se eu posso dizer que 2008 me ensinou alguma coisa, foi que não importa o quanto eu me esforce, simplesmente não conseguirei ser perfeita. E não adianta esperar reconhecimento, porque na verdade 'elogios são como moedas falsas, não empobrecem quem dá, e só iludem quem recebe'.

Ainda assim, estarei esperando 2009, com o coração aberto, aguardando as surpresas que ele trará, os desafios, os amores, os amigos!
Que todos vocês tenham saúde, fé, paz, alegria, ousadia e sabedoria para encarar o Ano que está chegando, e que tenhamos criatividade pra continuar escrevendo nos blogs..
^^

Boas Festas, juiiiiiiiiizo... e até 2009!!

(acabei de lembrar que estou devendo o selinho aquii, mas como várias pessoas indicaram vai ficar pro ano que vem a divulgação delas aquii, desculpeem essa falha.)

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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Do fundo de um baú...

Gostaria poder entender o motivo de tantas esperanças colocadas nesta situação, os pensamentos falham, faltam palavras, é uma espécie de frustração e de confiança, a procura de algo diferente, algo que diga que ainda há uma chance ... Eu tenho sonhos e desejos de que tudo seja diferente. O olhar não pára, como se procurasse um mínimo sinal de mudança...

As lembranças do passado misturam-se com os planos de futuro e não sei o que é real ou apenas aquilo que é ilusão...
Saudade, nostalgia, um suspiro de alívio, uma memória, um objetivo, tudo se mistura e torna-se confuso. Planos de uma vida diferente, o medo de uma mudança radical, a incerteza da adolescência, os conflitos de idéias e a falta de compreensão - de que lado? Ambos!
Procura por sorriso,
um abraço, uma gentileza, algo que seja mais do que um ritual, deve vir de dentro, deve ter sentido, ser importante...
Medo do pavor que me acompanha...
Como posso aceitar esta situação? Como é que eu não tomo alguma atitude? ‘
Deixar acontecer’... Doce ilusão de que isso faz um problema terminar, penso que fugir é a decisão mais fácil, que dói menos, ou apenas que esconde a dor...
Perdas, falhas, mudanças, eu acho que isso é viver...
Porque isso está acontecendo comigo? Talvez tenha que ser desta maneira ou seja isso o que eu mereço....
Se estou triste? Como poderia?! Se o meu maior problema é só ser ou não ser...

Apenas compreender os conflitos da minha mente... !

(texto escrito por eu mesma há um ano atrás)


Em um ano algumas coisas dentro de mim mudaram de verdade.

Aceitei o fato de que só com a possibilidade de ver ele as minhas pernas vão continuar tremendo, e não tem como evitar.

Aceitei que por mais que eu queira, as pessoas não vão me escutar sempre.

Aceitei que mesmo que eu tenha muitos amigos, os momentos mais difíceis eu vou passar sozinha (talvez eles sejam considerados mais dificeis exatamente pq eu terei que viver sozinha).

Aceitei que mesmo que eu não faça nada, sempre vai ter alguém que vai gostar de mim.

Aceitei que mesmo que eu me esforce muito, sempre vai ter alguém me não me suporta.

E provavelmente o mais importante, que o tempo pode passar, mas enquanto eu viver vão existir dúvidas dentro de mim. Talvez isso seja viver!