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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Injusto.

Ainda estou tentando entender o que se passou com você ontem. Já fazem mais de dez horas e eu ainda não sei de onde surgiu aquela sua reação exagerada a um comentário tão inofensivo. Você podia ter rido, podia ter feito charme, podia ter tido uma crise boba de ciúmes. Agora eu vejo que você estava frágil, e que eu posso estar subestimando suas emoções todas. Mas você não pode me dizer que não sente nada e então sentir, sabe? Você me pede pra ter cautela, e quando eu fico cautelosa e realista e esqueço até de sentir saudade, você volta e diz que isso te deixa triste? Se esse é seu novo método de tortura, parabéns, funciona perfeitamente. Hoje quando eu acordei, parecia que tinham atropelado meu coração e não faço a mínima ideia de como arrumar isso. Na verdade eu sei que se eu tivesse ficado brava, e te mandado uma infinidade de mensagens mal educadas seria muito mais fácil de lidar. Mas por medo de parecer imatura, eu deitei a cabeça no travesseiro e fechei o olho bem forte pra tentar não pensar. Só que eu preciso te dizer que não acho justo você fazer isso comigo, logo comigo que já coloquei todas as cartas na mesa e já te contei as regras do jogo e até te expliquei como saber quando estou blefando. Não é justo você agir como se as regras fossem diferentes pra mim e pra você. Eu já podia prever que me envolver com você era uma emboscada querido, mas nunquinha que podia imaginar que a maior fonte de risco seria você.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

No passado mesmo.

Eu te tinha em mais alta conta sabe? Dessas poucas pessoas que eu apoiava independente da causa. Dessas que a gente apresenta os amigos mais queridos, que a gente lembra durante um show, dessas pra quem a gente vira álibi sem reclamar. Eu juro que pensei que superaríamos qualquer problema. Mas ontem fui dormir com a certeza de que isso não é mais verdade.
Eu mudei, você cresceu.
Você bem sabe que eu podia ter sido imparcial, e que eu podia ter te ouvido, te aconselhado, e que eu podia estar te apoiando nessa decisão agora. Mas você preferiu desabafar com outras pessoas, e preferiu confiar em gente que te conhece a bem menos tempo, mas que pelo menos te conhece agora. Não vou te julgar, e prometo não brigar também. Eu só precisava dizer que eu te tinha em mais alta conta. Verbalizar isso, com o verbo conjugado no passado mesmo. E dizer que daqui um tempo, e nem vai demorar muito, isso vai virar só uma lembrança. E vai ser passado também.

terça-feira, 19 de março de 2013

Eram frutinhos roxos

Sentei num daqueles bancos gelados que ficam embaixo das árvores com frutinhos roxos. Estava precisando dar um tempo pros meus pensamentos, e ali era o único lugar meio sol-meio sombra que eu pude encontrar. 
Deixei meus pensamentos irem longe. Revi aqueles olhos castanhos me olhando firmemente, enquanto o vento frio passava cortante nas minhas costas, e tudo o que eu ouvia eram palavras indecifráveis e incoerentes. Não dava pra negar que eu estava completamente confusa e perdida. Em contrapartida, o sorriso, o sossego, a naturalidade eram simplesmente fascinantes, não parecia certo deixar pra lá. Fechei os olhos bem apertados e desejei não estar sendo invadida por sentimentos tão confusos. Como viver sem arriscar? Que tipo de histórias você tem pra contar em rodinhas de amigos quando não se tem coragem de correr riscos? Como ter coragem de correr riscos quando não se dá pra calcular os danos prováveis? Depois do que passei nos últimos tempos, como é que não aprendi que não dá pra saber, muito menos controlar, o que se passa no coração e na cabeça de outra pessoa?
Nesse tempo, o meio sol já tinha se tornado meio chuva. Não se via mais sinal dos dias mansos. Nem tampouco a urgência dos dias agitados. Havia apenas um compasso apertado, um coração latente. Eu ainda vou me machucar, não vou? A menininha que não aparecia há muito tempo para se meter nas minhas escolhas, sussurrou. E num ato de bravura, respondi firme: vai sim menina, vai sim.


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Vem moço.

Vem moço, senta aqui e me escuta.  Escuta o som das minhas lágrimas, as batidas do meu peito triste e vê nos meus olhos tudo o que eu hesito compreender. Vem moço, me põe em seu colo e me canta uma cantiga, dessas feitas pra dormir. Vem e me diz que essa fase vai passar, que meu sossego vai chegar e que você vai ficar aqui. Respire moço, num ritmo que eu consiga acompanhar, num compasso bonito que me faça admirar. Me ofereça um chá, um café, um cafuné. Foi você moço que me pediu pra não ser forte, agora, venha cá e cuida de mim.
Vem moço, segura a minha mão e me deixa ver aquelas estrelas. Me conta uma história bonita, me inspire a sorrir  mais uma vez. Esquece meus tormentos e me leve com você. Me faz lembrar dos dias de sol, das risadas que outrora me fizeram perder o folêgo. Vê nos meus olhos a súplica da esperança, me dá outra chance pra sonhar. Vem moço, e não se vá.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Te gosto

Não sei quanto tempo se passou, na verdade eu até sei, mas ficaria mais poético se eu fingisse não saber. Me arrumei, tirei sobrancelha, vesti um salto alto e passei hidratante nas pernas. Não precisei colocar um sorriso no rosto, ele simplesmente surgiu assim que te vi. Nos abraçamos e seguimos para um lugar qualquer. O fato é que passamos horas ali conversando, e colocando em ordem tudo o que ficou perdido por estes longos dias. 
E depois de tudo, o que mais me admira é o tanto que eu te gosto. Do sorriso, do sabor, do perfume, do bom gosto, do caráter. Gosto também de estar nos teus braços, e de te ter assim pertinho. Gosto de saber que tudo continua no devido lugar e que há chance de um dia fazermos parte da rotina um do outro. Gosto de ter essa expectativa, gosto de você. Porque falar de amor, neste caso, seria extremamente repetitivo.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Sem título.

Ninguém está preparado para suportar as perdas. Sempre dói demais.
Hoje, penso que a coisa mais complicada de se perder é a confiança. E que me desculpem os altruístas, mas estou falando da confiança em nós mesmos.
Algumas pessoas se importam demais em estar no controle de tudo. Algumas pessoas são tão eficazes que não se preparam para o dia do fracasso. Ou talvez, apenas eu seja assim.
O fato é que as vezes aquilo que sempre deu certo, vai dar errado. Aquilo que era eterno, tem grandes chances de ter um fim trágico. E aquilo que planejamos pode não acontecer.
E então, não importa o quanto as pessoas ao redor queiram ajudar, e nos animar, a gente fracassou.
É difícil recomeçar, saber como agir e o que decidir. É difícil. Não estou aqui, pra dar uma fórmula mágica para recuperar a confiança, e na verdade eu ficaria feliz se pudesse encontrá-la. Ficaria mais aliviada se as coisas fossem mais simples, se a vida fosse menos cruel.
Eu realmente gostaria de ter certeza que a escolha é certa, antes de escolher. Eu gostaria que os meus esforços pra controlar tudo não parecessem tão inúteis. Eu gostaria de fazer as coisas certas, assim só pra variar. E então poder dormir tranquila, sabendo que no dia seguinte as coisas vão continuar correndo no rumo certo.


Não tão poético, não tão bonito. Mas eu realmente precisava colocar pra fora.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Nada é definitivo.

Quantas vezes nos deparamos com situações em que desejamos que fosse eterno. Mas nada é eterno. Nem amores, nem amizades, nem a vida.
Nossas certezas a cada dia se transformam. A ciência, que é o estudo racional das coisas, descobre coisas novas a cada instante. A certeza de ontem é a dúvida de amanhã, e não mais o oposto.
Diante desta instabilidade muitas pessoas se sentem perdidas, sem saber em que acreditar, ou pior, pensando que não se pode mais acreditar em nada. E é nesse ponto que eu queria chagar.
Quando as decepções e frustações nos atingem de tal forma, que não conseguimos mais confiar. Durante nossa vida, nos depararemos com situações desagradáveis, e a única maneira de conseguir superar os obstáculos é acreditar que, de algum modo, isso faz parte de um objetivo maior. Que algum tempo depois, olharemos pra trás e veremos o quanto aquela situação foi crucial para a realização de um 'projeto maior e melhor'.
Se analisarmos o passado, encontraremos momentos que realmente foram essenciais para que nos tornássemos o que somos hoje. Mas também há aquelas situações que poderiam ter sido evitadas se tivéssemos um pouco mais de bom senso, de tolerância.
Quantos 'bom dia' deixamos de dizer pensando que não faria diferença, e na semana seguinte erámos nós os 'necessitados'.
Quantas vezes deixamos de sorrir, de olhar carinhosamente, e depois estávamos lá, mendigando por um pouco de atenção.
O que eu quero dizer é que nada é definitivo. Então devemos agir como gostaríamos de viver pro resto de nossas vidas, porque quando as pessoas dizem que : 'tudo o que se planta, se colhe' ou 'não faça com os outros, o que você não gostaria que fizessem com você', elas estão certas. O futuro, é incerto.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Siim, eu sumi... (só um poquinho) nem sei se é uma boa explicação, mas o fim de semana foi corrido, e minhas aulas voltaram ontem.


Várias coisas marcaram esses meus últimos dias vagabundeando, mas não acho que eles dariam um bom post, que é o mínimo que quem visita aqui merece. Então vou falar duma coisa que eu tava refletindo já faz algum tempo: a confiança.
Pessoas como eu tem uma capacidade enorme de confiar em quem não merece, de acreditar e valorizar pessoas que nem se importam com o que sentimos por elas. E quando eu penso nisso, me refiro principalmente na amizade, que é onde tudo começa.
Cada vez que decidimos confiar em alguém, estamos nos expondo e correndo riscos.
Passei um bom tempo acreditando que a melhor coisa a se fazer é ser seletivo, e acreditar em poucos (mesmo não conseguindo ser assim). E confiar desconfiando; sempre se precaver (da onde eu tirei essa palavra?) pra não sofrer. E o resultado disso: estar com pessoas que realmente gostem da gente.
Atualmente, discordo dessa teoria, não por achar que ela é ineficiente, mas por achá-la inviável. Perder tempo em se preocupar, além de dar rugas e por incrivel que pareça preocupações, torna o grupo de pessoas confiáveis ainda menor. Já que pessoas que não confiam na gente são desagradáveis. O que eu estou tentando dizer é, desconfiança gera desconfiança, preocupação gera preocupação. E ser seletivo, as vezes se transforma em não ser flexível, pessoas inflexíveis acabam sozinhas. Ainda não sei se dói mais estar só, ou se decepcionar com quem confiávamos.
De fato, embora seja um tanto frustrante, as pessoas nem sempre vão gostar da gente como a gente gostaria, e elas não tem culpa disso. Mas os amigos de verdade, os que a gente pode confiar, são aqueles que a gente consegue perdoar, e o mais importante sabemos que vale a pena perdoar.
Porque acredito que é disso que a vida deveria ser feita, de momentos, pessoas e situações que valham a pena.
E como disse Charles Chaplin:

Porque o mundo pertence a quem se atrave e a vida é MUITO para ser insignificante.

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Me sinto realmente feliz, pelos váriios selos que recebi por esses dias...
Prometo que posto e repasso ainda essa semana!! Eles já estãão ali do lado >>


Beeeeeeijo geente!!!
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