sexta-feira, 26 de agosto de 2011

É certeza.

Peca aquele que desconfia que o mundo dá voltas, no sentido mais corriqueiro dessa expressão. Um dia você sofre, um dia você sorri. De repente você se sente só, e não muito depois alguém chega pra segurar a sua mão.
Sempre pensei que o amor se tratasse de finais felizes, perfeição, sonhos, mas hoje eu sei aquilo que os mais velhos repetem com tanta ênfase: são as pequenas coisas que trazem mais felicidade.
O amor está no dia-a-dia, em compartilhar emoções, conquistas, tristezas e anseios com alguém que nem sempre te entende, mas que sem dúvida nenhuma te aceita como você é; e o mais importante está ali com você.
Quando paro pra ler todos os meus textos de amor, vejo o quanto isso me era distante. O quanto foi dolorido para aprender que ser amada, é ter alguém ali do seu lado. Não é ter alguém que te diga coisas bonitas  esporadicamente, não é se iludir que o outro está pensando em você. De fato, não há dúvidas quando se é amada. Tempos atrás eu disse que queria amar e ser correspondida pra saber como era, e cá estou eu pra dizer.
A recíproca é certeza, ainda que haja a incerteza do amanhã, você sabe que hoje, agora, tem alguém ali disponível pra você. Tem alguém que espera uma mensagem, uma ligação, um carinho, e você tem a certeza de que pode se expor porque a pessoa está te oferecendo tudo isso também.
Uma lágrima desce dos olhos, como sinal de gratidão, por ter a oportunidade de viver isso. Ainda que vez ou outra aquelas ilusões e histórias brilhem como momentos memoráveis, não há nenhuma aventura que substitua   isso. Não há nenhuma história mais bonita do que essa, dessa que você vive com alguém que vive isso com você, entende? Um vice-e-verso que funciona, que é equilibrado e louco, que faz você sonhar com coisas que antes você acreditava ser desnecessário, que faz você querer expor pro mundo, e ao mesmo tempo não verbalizar para que ninguém tente tirar isso de você. 
É saudável, é certeza, é amor.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Conto de Fadas

Tudo começou como um sonho. Um sonho de ser pra alguém aquilo que se espera, entende? Raras vezes nesse mundo, duas pessoas se encontram e são na medida certa do que se precisa. Ela não teve essa sorte. Tempos atrás ela encontrou algo diferente do que ela havia sonhado como ideal, e ainda assim ela pode amar, e amou. Com todo o seu ser, até perder o fôlego, até perder o chão.
Amou, ainda que nunca tivesse tido a certeza de ter sido amada de volta. Ela apenas podia crer que um dia a história de cada um pudesse se tornar uma história só. Que um dia a gata borralheira se tornasse a Cinderela e se casasse com o príncipe.
Mas a mágica nunca aconteceu, e ela sofreu. Por inúmeras noites se viu chorando ao imaginar seus sonhos. Depois, chorou por não entender como podia desejar uma mesma coisa por tanto tempo. E então, por inúmeras noites, desejou que aquele príncipe não aparecesse nunca mais em seus sonhos. Um dia, e não foi de repente, ela entendeu o que significava amadurecer. Ela viu que chorar e desejar e amar e querer nunca seria suficiente para ela, que queria mais que tudo conquistar aquilo que sonhava. Ela entendeu que nunca havia sido uma gata borralheira e finalmente pode ver que existiam outros príncipes, não tão encantados como aquele de seus sonhos, mas dispostos a dividir com ela sua história.
O tempo passou, a vida dela mudou, mas vez ou outra ela tinha saudade daquilo, da sensação mais intensa que ela viveu, e da única vez em que se permitiu sofrer. Mas isso não se trata de um conto de fada, com finais felizes. Não é uma novela, onde o mocinho e a mocinha terminam juntos no final. Neste caso, os dois protagonistas estavam em rotas diferentes, em cidades diferentes, lutando por coisas diferentes.
Ele acreditava em destino, e deixou que o tempo decidisse como a história dele iria terminar. Ela acreditava em conseqüências, e deixou que as próprias decisões guiassem o seu caminho.
Sem certo ou errado, sem julgamentos dessa vez. Não cabia a ela acreditar ou não no amor que ele poderia sentir, porque não é do amor que essa história fala também. Isso diz respeito a uma vida, a uma pessoa, que precisa ter uma razão pra acordar todos os dias, que precisa ter outras pessoas fazendo com que a sua jornada não se torne fria e solitária.
É verdade, não se pode apagar as marcas daquele amor, daquelas lágrimas e nem os planos que um dia ela fez. Mas também não é justo que ela pare, esperando que os caminhos de ambos se cruzem um dia.
A vida é extremamente curta para que se percam momentos na esperança de que um dia outros aconteçam. É preciso seguir em frente, ainda que isso custe enterrar alguns dos sonhos mais bonitos. Não se pode viver de sonhos, não daqueles onde outras pessoas estão envolvidas e não tem interesse em participar. Não se pode.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Com giz de cera.

Estava escuro, e frio, como naqueles dias em que a menininha se via sozinha e com raiva. Uma raiva do mundo, por não ser exatamente como ela havia desenhado. Céu azul, com nuvens branquinhas. Mas o mundo não é da cor que ela escolheu, gizes de cera não decidem como as coisas realmente são. O mundo é triste, é cruel, e tem um monte de coisas dificílimas. E a menininha via isso outra vez.
Ela sabia que ninguém mais a entendia, ninguém mais podia querer o mundo do jeito que ela queria, mas  considerarem ela insana parecia agressivo demais. E ela chorava de dor por pensar que talvez, todos estivessem certos. Ela devia ser louca. Louca por insistir em coisas impossíveis, louca por acreditar nas outras pessoas, louca por ainda insistir em uma vida como a dos desenhos. 
Uma casinha, uma janela, uma árvore, ela sempre desenhava assim, nessa ordem. Mas tinha tantas outras coisas bonitas pra se desejar no mundo, e ela desenhava isso também.
Viver, de um jeito medíocre, nunca foi o sonho dela. Ela nunca pensou que o mundo pudesse dar essa opção a ela, justo à ela, uma menininha tão sonhadora. 
Mas contos de fadas não existem, e ninguém consegue uma casinha com uma janela usando giz de cera, ninguém. Nem essa menininha boba, que ficava brava quando se sentia sozinha.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sem fim

Fico com esse sorriso no rosto, meio de canto, que vez ou outra aparece com aquele jeito de que foi feito pra ficar. Com esse quê de quem não se importa, mas que está terrivel e incrivelmente disposto a arriscar tudo. Como todo mundo bem sabe, sou isso. Sou isso que dizem que as pessoas não deviam ser. 
De modo que a consciência meio que pesa, e se esforça em corrigir um rumo que todo o resto insiste em seguir; tendo plena convicção de que é a unica alternativa decente.
Moço, não venha fazer dramas e se ofender com as minhas palavras, sou assim mesmo, e no fundo ambos sabemos que essa foi a garota que te conquistou. Hoje eu falo de amor, de reciprocidade, de companheirismo e de tantos outros cliches que existirem. 
As palavras não me abandonaram, mas agora andam de mãos e pés unidos aos sorrisos e a esperança. Tenho mantido as aparências, e engolido com facilidade algumas indelicadezas alheias. Sou melhor, e não vou dizer que você me deixou assim, porque convenhamos que causaria náuseas em todos que não compartilham deste estado de espírito, e além disso, tenho ainda o poder de escolher como me sinto, e como reajo em qualquer situação.
Fico com essa ansia de dizer tudo de uma só vez sem pausas virgulas ou afins Sinto vontade de ser tudo loucamente tudo o que eu quiser Mas por ter a garantia de que tudo vai ficar bem no final não que eu queira que tenha um fim não que tudo esteja mais garantido agora calma moça, você arriscou dizer, e eu recuperei o folego e quis começar tudo outra vez. Três vezes.
Peço desculpas pela falta de concordancia, pela falta de presença, pela falta que o excesso de vida me faz ter. Peço desculpas se por tantas vezes fui parte de vocês e de repente, fui atrás de ser completa pra alguém. Peço desculpas pela ausência de detalhes, de motivos, de história e desta vez de lágrimas. Essas sim tiraram férias e espero que sejam prolongadas. 
Não se iludam e não me iludam, a vida não é apenas um mar de rosas, e todas as minhas tristezas podem comprovar isso, mas vez ou outra faz bem se sentir feliz, incondicionalmente feliz. Ainda que nada seja realmente incondicional. 
São tantas coisas a dizer, tantos sentimentos querendo atropelar os protocolos e assumir de uma vez a falta que faz verbalizar o turbilhão que se passa dentro de nós. Mas isso é sempre no fim, mas que fim? Pra alguém que estava habituada a acreditar em finais felizes,  é uma surpresa entender o que queriam dizer quando falaram: finais não são felizes nunca. Não quero pontos, pausas, nem nada que signifique o fim. Quero a eternidade, preciso da eternidade pra fazer tudo o que eu quero fazer. Quero voar, conhecer o mundo, ter uma estrela e salvar as pessoas dos seus próprios sentimentos. Já falei isso, não? Não se iludam, a vida é dificil, mas vale a pena. As pessoas fazem valer a pena. Depois que te conheci moço, voltei a querer muitas coisas. Mas hoje, em especial, desejo que isso não tenha um fim.

domingo, 10 de abril de 2011

Moço,

Ontem o vento veio me abraçar; enxugou minhas lágrimas e me contou uma bela história. Sobre amores e sorrisos. Eu sorri. Sabe moço, tenho medo de você fugir de mim. Isso parecia ser impossível, mas eu sei fantasiar as coisas. Sei criar expectativas demais, foi o que o outro moço me disse. Tem sido bom ver o sol nascer assim, do nosso jeito. E eu tenho medo disso, de querer coisas nossas. Pareço forte moço, mas você sabe que já passei do meu limite. Me entenda por favor, e fique mais um instante. Ontem o vento me abraçou e também foi embora. Mas eu sabia que ele não era meu. Você entende o que eu tento dizer, não entende? Moço, por favor, se estiver ficando confuso me avise, prefiro ter a oportunidade de tentar me explicar. Estou sorrindo outra vez, te imaginando a me chamar de boba. Te imaginando.

sábado, 26 de março de 2011

Sem pretensões

Desculpa escrever assim sobre você, descaradamente. Mas é que fazia muito tempo que eu não ria tanto. Que eu não era feliz assim, sem pretensões. Já peço desculpas, pro caso de você ler e entender errado minhas palavras. Mas é que momentos assim não passam despercebidos. Tantas teorias, histórias e testes. Sem autoexplicações e descrições mal feitas. Só uma boa conversa. Só uma boa pessoa. Só uma noite qualquer. Dois psicopatas e tantas outras intenções. Fazia tempo que eu não sentia vontade de escrever sobre algo totalmente bom, sem um quê de tristeza. Fazia tanto tempo de tanta coisa que nem compensa verbalizar. Mas eu queria deixar bem claro que apesar dos apesares não é algo que eu possa simplesmente desprezar. Não é algo que eu vá desprezar. Não é algo.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sou dessas garotas.


Sou dessas garotas que trocam, mudam ou simplesmente descartam suas idéias. Sem pudores, tristezas ou afins. Sou dessas garotas, que mesmo com dezenove anos nas costas, ou na costa, não sei, insistem em serem garotas. Sou essa que vezenquando para pra ler Caio Fernando Abreu, e sorri ao ler Antonio Prata, por entendê-lo. Que entende o humor cítrico da Tati Bernardi e as filosofias do tal Dostoievski. Sou meio assim, viciada em séries policiais e sagas sobre vampiros e lobos. Garota, lembra?
Sou essa viciada em amor. Recíproco, solitário, inventado. Seja ele qual for, com prazo de validade, com contra indicações. Sou dessas que prefere um texto, a um sms. Uma visita a uma ligação. Não sei bem se me conheces, sou dessas que deixa o celular tocar, mesmo quando posso atender. Assim, sem ressentimentos.
Sou dessas que prefere miojo, porque fica pronto em três minutos. Que prefere pipoca, refrigerante e um bom pedaço de carne. Sou essa que sonha em escrever algo muito bonito e memorável, que sonha em se perder em palavras e finalmente se encontrar. Sou essa, sou dessas, e vira e mexe sou dele.

Não que eu tenha a pretensão de me comparar com Chico Buarque, mas é que essa música cabe mesmo em mim.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Como da ultima vez.

Chuva, chuva, chuva. Como se não bastasse toda angustia e ansiedade daquele coração, precisava estava estar chovendo. como naquelas historias de filme, onde os dias de tragédia nunca são ensolarados. É claro que nenhuma tragédia abateu o mundinho feliz. Aliás tudo estava indo muito bem, obrigada, pelo menos era isso que ela dizia. Mas essa coisa de deixar rolar, e de não ter o controle nunca foi algo com que ela se sentisse confortável. Essa coisa de se controlar, e esperar pela reciprocidade, que nem era certo que existia, sempre a deixou maluquinha. Ela já tinha sido uma menininha mimada, já tinha sido uma menininha ogra, uma menininha inconsequente. Mas dessa vez ela estava agindo como mulher, pela primeira vez. Sendo racional, logica e consciente. Sem ter o controle de nada, sem poder ir correndo lá e descobrir o que se passa no outro coração. Sem poder fazer nada, e se sentindo a mais incapaz das mulheres. Incapaz de aceitar isso, e de ficar bem, porque todo mundo sabia que esperar era a unica opção. Mas o espirito de aventura que a invade de vez em quando queria que ela se arriscasse, como da ultima vez, duas vezes. 
E com tantas novas possibilidades, ela se culpava por estar tão vidrada naquela historia, que nunca foi bem resolvida. se culpava por querer estar e ter por perto, se culpava por querer aquilo que no momento era impossivel de se ter. Ela estava se sentindo culpada, confusa e totalmente idiota, por mais uma vez ter se arriscado assim.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

De repente.

Bizarro é ver o mundo rodando, mesmo quando eu me perco dentro do meu próprio mundinho. Bizarro é ver as pessoas crescendo e tendo suas próprias vidas, independente do que eu pense delas. Bizarro é eu estar sendo banhada em lágrimas, vendo a alegria alheia, de pessoas que tempos atrás não eram tão alheias assim.
É bizarro, não ter outra palavra pra explicar o que eu estou sentindo. É ver que eu fiz as minhas escolhas, de vida, de futuro, de amizades, de mundo mesmo, mas que as pessoas que não escolheram a mesma coisa que eu, podem e vão ser felizes no mundinho delas. E que de repente, eu não faço mais parte disso. Não, não foi de repente. Foi aos poucos, e conscientemente. Espero de coração que todos sejam muito felizes, que vocês dois em especial sejam, e que eu seja também. Que os planos de casar, ter filhos, se encaixem nos meus planos de sucesso um dia. E que eu entenda de uma vez por todas, que o mundo de ninguém pára, só porque eu parei no meu.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Te gosto

Não sei quanto tempo se passou, na verdade eu até sei, mas ficaria mais poético se eu fingisse não saber. Me arrumei, tirei sobrancelha, vesti um salto alto e passei hidratante nas pernas. Não precisei colocar um sorriso no rosto, ele simplesmente surgiu assim que te vi. Nos abraçamos e seguimos para um lugar qualquer. O fato é que passamos horas ali conversando, e colocando em ordem tudo o que ficou perdido por estes longos dias. 
E depois de tudo, o que mais me admira é o tanto que eu te gosto. Do sorriso, do sabor, do perfume, do bom gosto, do caráter. Gosto também de estar nos teus braços, e de te ter assim pertinho. Gosto de saber que tudo continua no devido lugar e que há chance de um dia fazermos parte da rotina um do outro. Gosto de ter essa expectativa, gosto de você. Porque falar de amor, neste caso, seria extremamente repetitivo.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Foi ontem...

Eu cheguei e você estava ali, encostado no seu carro preto, na frente do portão de casa.  Eu estava sozinha quando te vi, e tive medo de não conseguir ficar em pé. Eu estacionei, desci e te cumprimentei de longe. Te encarei e esperei. Não que eu não tivesse a vontade absurda de te abraçar, porque eu tinha. Te esperei por entender que aquele momento era seu. 
Você sorriu, e esticou um braço, como se me dissesse pra me aproximar, e eu fui. Fizemos alguns joguinhos, sobre a rua, o dia, e então você me fez rir. 
Toda aquela história de estar mais leve, de estar te esquecendo, de nunca mais aceitar te ter, que eu havia contado dias atras para uma amiga, se tornou inútil. Você me seduziu. Eu não estava agindo como boba, alias como sempre, eu não me sinto intimidada por você, eu me torno até alguém melhor.
Você tocou em minha mão, e me puxou pra ainda mais perto. Eu tremi. Você tocou meu rosto, me fazendo ver teus olhos; eu te perguntei o que estava fazendo ali, você se aproximou lentamente e me beijou, então sussurrou como da ultima vez, senti sua falta.

Porque ontem eu sonhei com você.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Isso é pra sempre.

Sabe, as coisas param de doer tanto depois de um tempo. Independente de quão triste ou tão perfeita seja a minha lembrança, depois de certo tempo fica meio turva, parece um tanto infiel.
Eu tenho certo problema com números, fica difícil mensurar o quanto eu ainda me importo, ou quanto tempo vai levar pra eu virar a sua página, mesmo você tendo se esforçado pra me provar como tudo pode ser estatisticamente planejado. Sinto falta dos seus gráficos, ou pelo menos de como você os aplicava nas nossas conversas.
Mas é só isso, entende? Sei que te assusto com essa minha intensidade toda, com essa coisa de querer o amor sempre presente, de lidar com a aversão e de ser profundamente entregue. Mas isso faz parte, não é ingenuidade minha, é só essa mania de querer fazer minha vida funcionar como nos livros que eu tanto amo.
Não me culpe por ter visto suas qualidades, por ter aceitado o desafio de te fazer sorrir, pra mim, por mim; por ter tentado até depois da prorrogação te entender. E pode parecer prepotência, mas eu sei que te entendo. Só não me culpe por isso, porque se você o fizer, eu sei que vai voltar a doer, tudo de novo.
Mas se eu tivesse direito a um pedido, um só, eu pediria para que você não me tratasse como uma estranha; aliás eu imploraria se pudesse, para você ser sempre aquele que você era durante nossas conversas. E assim, só assim, eu teria certeza de que qualquer dor, lágrima, sonho ou sorriso meu não foi em vão.

Haja o que houver o tempo nos afastar
Certas coisas nunca vão se apagar ♪
Catch Side -  O quinto

sábado, 1 de janeiro de 2011

Sempre amor...

É verdade, eu amo você. Não vou mais ignorar esse fato. Aquele dia, quando te vi sorrir por me ver e discretamente dizer que estava muito feliz por eu estar ali, meu coração parou. Cheguei a pensar que todos os maus momentos, e tudo o que eu sofri eram invenção da minha cabeça.
Mas você está programado para me decepcionar. Seu jeito de me tratar, o modo como você tenta me seduzir e as coisas que você faz quando acha que está tudo perdido.
Eu nunca estive tão perto de ser sua, conscientemente, como naquela noite. E você não entendeu isso, simplesmente interpretou tudo do jeito que te faria parecer mais homem e se entregou para uma garota qualquer. E eu nunca estive tão longe de ser sua, como ao ver aquela cena.
E nada mais do que você faça, nada do que você diga vai mudar isso. Você me deu o argumento que faltava para seguir em frente. E eu vou seguir.
Se você foi homem o bastante pra agir como agiu, espero que você seja homem para superar, para aceitar e para entender que eu vou sempre te amar, e estar pronta para te apoiar, mas - e você sabe que sempre tem um mais - eu não estou disposta a ser sua de novo.

Para você, que não teve seu final feliz comigo.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Adeus ano velho ♪

Ano passado, um pouco antes do Natal, elaborei uma listinha de 10 coisas que eu pretendia fazer em 2010. Acho justo compartilhar com vocês o que eu consegui cumprir, o que eu deixei de querer e o que eu simplesmente não fiz.

1. Resolver as pendências da minha vida. 
O plano era escrever tudo o que eu sentia por 'ele' num caderno e entregar na cara e na coragem. FEITO. Com algumas alterações, claro, foram 13 página de Word, anexadas num email simples, ele leu, me ligou, saímos e não teve nenhum final de filme; colocamos os 'pingos nos is' e cada um seguiu seu caminho.
2.Fazer faculdade de economia.
Não passei na prova da Fuvest, e esse ano fiz um monte de coisa diferente. Resultado final: não passei em nenhuma pública e provavelmente farei um curso radicalmente diferente de Economia. Como eu me sinto? Doeu um pouco quando percebi que não era nenhuma nerdizinha, mas como dizem: quando tem que acontecer, acontece.
3. Tirar carta.
Não cumprido. Devido a problemas financeiros, meu pai continua tendo que ser meu motorista oficial. 
4. Ir no maior número possível de shows do Catch Side!
Não fui em nenhum show deles e pra completar a banda se desfez. Mas pra compensar meu lado tiete fui num show do Scracho em São Paulo e fiquei feliz da vida, me rendeu uma boa chance de ser safadjenha e de quebra tenho fotos perfeitas com todos os integrantes da banda. (Claro que a @beecka foi a culpada responsável por isso)
5. Deixar de ser anti social.
O plano era me tornar uma pessoa melhor ao me mudar pra São Paulo. Acabei não me mudando, mas ao me deparar com o emprego de secretária acabei sendo forçada a despertar a pessoa legal de dentro de mim.As pessoas até me consideram uma pessoa extremamente legal e atenciosa. FEITO.
6. Conhecer/reencontrar amigos de internet.
Não reencontrei o Kelvin, e não vi o Matheus. O plano de ver a Beecka toda semana também não deu muito certo: vi ela por apenas 3 dias esse ano. Essa foi uma das metas que me deixou mais triste por não cumprir, mesmo.
7. Conhecer, me apaixonar e pegar (não necessariamente nessa ordem) um cara BEM gato, simpático e inteligente.
Não conheci nenhum cara realmente gato esse ano, mas me apaixonei (e peguei ;x) um bem inteligente e simpático, como a meta não incluia ter um romance longo e duradouro posso considera-la  parcialmente cumprida mesmo sem ter conseguido um namorado pra chamar de meu.
8. Comprar uma máquina fotográfica fodona profissional
Simplesmente por problemas financeiros o verbo comprar foi abduzido do meu vocabulário esse ano. 
9. Começar (e terminar) meu livro.
Sentei algumas vezes para escrevê-lo, mas não consegui construir nem um mísero parágrafo. Infelizmente, deixei muito a desejar nessa área da minha vida.
10. Me esbaldar com as comidinhas de São Paulo.
Não comi nada de muito especial esse ano, nem em São Paulo nem em lugar nenhum. Ainda assim devo ter adquirido uns 5kg a mais esse ano, ou pelo menos minhas medidas pularam de 36 para 38. Tragédia.

Saldo: 2 metas cumpridas e 1 parcialmente cumprida. Confesso que mantenho para 2011 os desejos de cumprir as metas 3, 6, 9 e 10. 

Mas desejo mesmo que 2011 seja um ano cheio de dinheiro - não é pecado algum desejar isso -, de inspirações, de maturidade - porque sem isso fica dificílimo superar qualquer problema -, amor  - de todas as formas e intensidades -, reciprocidade - porque a vida fica bem melhor quando você tem respeito, admiração e  paixão de maneira mútua - , coragem - a  vida de cada um é feita de escolhas, e é preciso coragem para escolher aquilo que a gente realmente acredita ser o melhor -, e Deus porque eu não teria conseguido suportar 2010 se eu não O tivesse me guiando e me mantendo de pé.
Que nosso 2011 tenha isso, e muito mais!! Porque o sabor de viver é saber que amanhã tudo pode ser diferente e que não há nada de errado em mudar de idéia, de planos, de destino e de futuro!!


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Transparências

As vezes eu me sinto muito transparente. Fico filosofando sobre as coisas que  aprendi com qualquer um que se dispuser a me ouvir, chamo de amigo aqueles que sorriem para mim. E sofro por isso.
Sofro porque as pessoas não se importam com as minhas palavras, não se importam comigo. Tudo na verdade não passa de uma troca; elas me ouvem enquanto eu ofereço algo que elas querem  e de repente elas vão embora. E eu sofro por isso.
Sofro porque embora eu não seja alguém tão sociável eu realmente me apego as pessoas. Me apego aos sorrisos, as piadas, aos sotaques. Eu amo muito também, muitas pessoas e intensamente. Esse é meu maior dilema sou tão intensa em tudo que acabo vivendo dentro de uma fantasia, sozinha. E eu sofro por isso.
Sofro na mesma intensidade que eu amo. Ao mesmo tempo. Sou uma antítese, sou extremos, sou aquela que a maioria é.
Tenho medo de verbalizar essas coisas, por isso escrevo. Escrevo por ser transparente, e escrevo aqui porque tenho uma necessidade absurda de ver como as pessoas reagem diante do que eu sou; porque preciso muito me enxergar de um outro ângulo.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

It hurts

Está doendo muito agora, essas lágrimas cortando meu rosto. Está doendo ver que você me excluiu da sua vida. Doeu reler cada palavra que eu mesma escrevi, e fiz questão de que você lesse. Está doendo lembrar das suas palavras e do seu sorriso, sabe? Aquele sorriso que me fez ter bons sonhos por tantas noites. Não vou dizer que te amo, sabe como é, não seria muito maduro da minha parte voltar a falar sobre isso. Mas de repente voltou a doer. Como um osso que dói sempre que faz frio mesmo já estando no lugar certo. Eu queria te ligar agora, ouvir sua voz e saber como está sua vida. Já fazem 328 dias desde que te vi pela última vez. Não vou mentir, aprendi a te esquecer na maior parte do tempo, mas hoje não consegui. E doeu lembrar de tudo. Não porque tenha sido triste, mas doeu por parecer ter acontecido a anos atrás. E está doendo mais agora porque você não deve sentir a minha falta, não deve sentir saudade, não deve querer me ver. E como todas as outras vezes tenho medo demais para ir atrás de ter certeza.


Forever and ever! For all the all

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sobre todos eles

Eu sei. Não sou alguém que só amou uma vez, como tantas outras meninas que já encontrei. 
Não me arrependo disso, mesmo. Depois de um tempo chorando e lamentando você percebe que os meios compensam o fim. E que as vezes acreditar que ainda não terminou é sim uma alternativa considerável.
Eu amo, amei e vou continuar a amar. Aquele moço que me disse que não ficaríamos juntos porque era tarde demais. Daquele que me fez rir e chorar e querer bater nele, tudo em uma mesma conversa. Daquele que me desafiou e me perdeu. Aquele que me fez sorrir mesmo quando meu mundo estava caindo. Continuo amando aquele que me segurava nos braços e não tentava me esconder. Aquele que fazia questão de que tudo fosse um segredo. Aquele com quem eu desejei que o mundo parasse. E aquele que eu ainda espero que volte para mim.
Já escrevi tantas vezes sobre eles, mesmo sem ter certeza de que eram pessoas distintas.
O que eu estou tentando dizer é que meus amores, por mais tristes, doloridos e trágicos que tenham sido estarão sempre na minha memória, eu me orgulho deles, de todos eles. Me orgulho de ter amado, me orgulho de ter superado, me orgulho de ainda acreditar que existem finais felizes, mesmo que eles não durem para sempre.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Only you

Quando tudo mais deixa de fazer sentido, e quando todos aqueles que me amam não são suficientes para te tirar da minha cabeça é que eu percebo que deixei de ser racional. Talvez esta seja a razão de você ter ido embora. Ninguém quer alguém irracional como companhia.Talvez você tenha ido embora porque eu não fui o bastante para você. Pode ser que você tenha percebido que eu não fazia o seu tipo, ou ainda não estava disposto a me ver de moletom. Pode não ser. Meu maior medo hoje, é que pode ser que não tenha tido nenhuma razão especial. Apenas não era para que você continuasse aqui. E nesse caso, nada do que eu fizesse iria realmente importar.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Entre partidas e chegadas.

A porta fazia aquele barulho irritante de quando não fecha completamente e fica batendo de leve por conta do vento, mas não havia ninguém ali para se incomodar com isso. A casa estava vazia. Como quando alguém acaba de sair. Alguns eletrônicos ainda estavam na tomada, o banheiro ainda cheio de vapor. 
Dava para sentir um cheiro sutil de perfume naquele travesseiro, mas essa era a unica prova de que alguém estivera ali. 
Não dava para saber se ela sofria por ele ter partido, mas me pareceu que ele jamais voltaria. Havia algo de triste naquilo. 
A porta ainda batia, sempre de leve, sempre ali. Num estranho compasso que não me deixava esquecer que alguém havia ido embora. O tempo passou depressa e o banheiro estava cheio de vapor novamente.
Agora eu podia vê-la, entretida em algo singelo e corriqueiro, sozinha. 
Pela porta entreaberta alguém se aproximou e eu pude ver a energia entre aquelas peles. Sem nenhum pudor ou justificativa ambos se tornaram um. O perfume que eu agora sentia era completamente desconhecido, se é que isso faz alguma diferença.
E foi quando a porta começou a bater de leve por conta do vento que eu percebi que aquela noite tinha terminado.


Sobre o que me faz feliz entre partidas e chegadas
em resposta a Flávia Corrêa 

sábado, 9 de outubro de 2010

eu continuo querendo

Eu te amo. Isso resume todas as palavras que me coração grita quando eu te vejo, mesmo quando você faz questão de mudar de caminho pra não me encontrar. Mesmo quando eu tenho certeza de que você não sente a mesma coisa por mim. Ainda assim eu te amo. Não que eu realmente tenha uma tradução real do que seja esse amor, porque acho que eu não sei. A única coisa que eu sei é que hoje, quando me ouviram contar a nossa historia e me perguntaram o que mais eu queria, eu respondi sem precisar pensar que te queria pra sempre.
Eu costumava pensar que o tempo cura tudo, mas hoje me assustei com a possibilidade de ter que conviver com isso pra sempre. Exatamente como nos filmes, me assustei em pensar que pode ser que eu te ame enquanto eu viver. Pode ser que eu sempre te considere perfeito pra mim, e pode ser que eu continue sonhando com você enquanto eu ainda conseguir sonhar.
Entenda que não estou nem reclamando, nem tentando te convencer de nada, eu só precisava compartilhar isso que está me amedrontando.
O esquisito é que eu consigo ver a possibilidade do amor em outros olhos, consigo achar outras vozes doces e que ainda assim, de repente é você que me vem a cabeça. Nesse ciclo frustrante de te querer sempre por perto,  de te ver escondendo teus olhos.. uma lágrima escorre banhando o meu sorriso que hoje, e só por hoje, é todo seu.

Ah, eu por um lado te entendo 
Mas eu continuo querendo ♪  
(Pelo tempo que for - Scracho)