quinta-feira, 24 de junho de 2010

Eu me apaixonei

Eu descobri que me apaixonei por você. E eu preferia que não fosse assim, não agora. Isso poderia ter sido evitado se eu não tivesse te visto sorrir, se você não tivesse sorrido por mim. Talvez se você não tivesse chegado tão perto a ponto de eu sentir o teu perfume isso realmente não tivesse acontecido.
Eu não entendo as suas pretenções, e não sei como agir com você. Você me intriga. Me confunde. Me confunde de um jeito que já me confundiram antes, e essa coincidencia também me perturba.
Considero que a pior parte disso é o bem que você me faz. Porque eu realmente gosto de quem eu fui com você, de quem você me permitiu ser. Gosto do quanto fico a vontade com você, e de como eu posso ser transparente ao seu lado.
De repente eu aceitei ser sincera com você, e esse foi o meu maior risco. De repente não ter medo de ser sincera com alguém é a parte mais surpreendente dessa história. E se for assim, nada é tão valioso quanto te ter comigo.


Why would you wanna make the very first scar?
Why would you wanna break a perfectly good heart?
Taylor Swift

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Eu queria, de novo.

Eu queria não sentir vontade de chorar quando todos me dizem que o nós é uma mentira. Queria que por um momento você fosse totalmente sincero, e que não me deixasse confusa, mentira, eu queria que você nunca mentisse.
Queria ter seu sorriso sempre perto de mim, e seu olhar sempre em minha direção. Parece que eu queria te ter.
Queria acreditar ser boa o bastante para você, e queria que você me quisesse repetidas vezes na sua vida. Não queria mesmo ser mais uma, e queria que isso não fosse inevitável.
Eu queria não sentir vontade de fugir por medo de me decepcionar. Eu já fugi uma vez, sabia? E não foi a melhor escolha.
Eu queria não querer você; queria não querer ser desse jeito, ser com você. E eu queria.

Eu vou tirar você e eu de nós
o dito pelo não tido
Eu vou tirar você de mim ♫
Zélia Duncan

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Tento, finjo, minto.

Os minutos passam com tanta pressa, que por vezes eu penso que o relógio está com problemas. Não sei bem como estou vivendo, talvez seja só aquela coisa de sobreviver. Tento esquecer das expectativas e dos sonhos que me motivavam. Finjo que não queria amar, e ser amada.
Tento, finjo e minto. Não necessariamente nessa ordem.
Já faz tempo que não tenho mais o controle da minha vida, e pensei que isso até seria algo bom; não tenho mais certeza.
Sinto que, um dia, tudo vai ficar bem. Mas é realmente difícil suportar este intervalo.

domingo, 2 de maio de 2010

Fiquei tão só, aos poucos. Fui afastando essas gentes assim menores, e não ficaram muitas outras. Às vezes, nos fins de semana principalmente, tiro o fone do gancho e escuto, para ver se não foi cortado. Não foi.
Caio Fernando Abreu

domingo, 11 de abril de 2010

Os olhos dele eram tristes, como se algo muito ruim estivesse acontecendo. Eles vagavam de um lado para o outro e eu podia ver o quanto ele estava só. De fato, aquela mão entrelaçada na dele parecia tornar as coisas mais difíceis, mas aquilo não me dizia respeito.
Nossos olhos se encontraram, e de um jeito incoerente, eles se compreenderam. Não trocamos palavras, explicações, nem mesmo telefones. Trocamos apenas um sorriso discreto e logo seguimos caminhos distintos.
Durante as horas decorrentes as imagens daquele momento foram vagamente se misturando com outras muitas imagens vistas, e não havia nada que eu pudesse fazer para impedir.
Mas naquela noite eu percebi, meu coração estava batendo mais forte..

quarta-feira, 10 de março de 2010

Nostalgie

Mesmo que o tempo passe, e acredite ele passa, não consigo não colocar você nos meus planos.
Não ouso dizer que queria te ter uma última vez, pois de um jeito estranho e incoerente gostaria de ter você na minha vida repetidas vezes.
Já conversamos sobre isso, concordamos que não daríamos certo, mas vejo em você as qualidades que prezo e os defeitos que posso suportar.
Dizem que eu vou encontrar outro alguém para amar e que seremos compatíveis, deve ser verdade.
Só que não importa quanto tempo passe ou o quanto eu ame outra pessoa, eu sei que vou amar, você será sempre alguém com quem eu teria vivido feliz.
As vezes quando eu estou muito alegre, olho para os lados desejando a sua presença ali, em parte para ver o meu sorriso, em parte para sorrir comigo.
Queria que através das minhas palavras você sentisse que não há tristeza em mim, não há mágoas, tampouco raiva e acusação. Pra mim é só saudade. Saudade de dedicar tempo a você, saudade de descrever os sentimentos e emoções que você causa em mim. É só saudade.


Eu vou tentar seguir todos meus sonhos
E sei que lá eu posso te encontrar ♫
(Sorrir Chorando - Catch Side)

quarta-feira, 3 de março de 2010

No passado

Eu costumava ser uma pessoa melhor quando eu acreditava que o amor ia bater a minha porta sem aviso prévio. Quando eu conseguia acreditar em amor sem fronteiras, sem distância, sem maldade.
Eu costumava ser uma pessoa melhor quando eu acreditava que pessoas boas viviam mais; quando eu pensava que algumas pessoas viveriam 150 anos.
Eu costumava ser uma pessoa melhor quando me doava quase que completamente para as minhas certezas; quando sabia agir por impulso e tinha coragem para isso.

Um caminho surge em minha frente, não sei onde me levará, não sei quanto tempo vai durar, nem se alguém vem comigo. Mas me parece coerente segui-lo.
Uma estranha sensação se aflora dentro de mim, de repente o desafio é ser sozinha. No sentido literal e metafórico.
Não ouso mais dizer sobre certo ou errado, mas eu costumava ser uma pessoa melhor.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Uma caixinha

Ela era uma menininha durona. Todos que conviviam com ela sabiam que ela amava diferentes pessoas, de diferentes formas. Mas o que poucos sabiam é que ela tinha uma caixinha. E que toda vez que ficava sozinha a caixinha aparecia ao lado dela. Pequena, discreta, trancada.
Um dia, mesmo sem chuva, uma triste coisa aconteceu. Então menininha chorou, e ninguém a compreendeu. Ela pegou a caixinha, abriu receosa e ali guardou aquela tristeza. A sensação que ela tinha era de que enquanto a caixinha estivesse fechada, não precisaria chorar por aquilo de novo.
Ela não queria chorar de novo, e não conseguiria lidar com aquela dor.
Mas havia algo de errado com a caixinha, a tranca parecia não aguentar a força daquela tristeza. Cada vez que a menininha ficava sozinha, sentia medo de que tudo viesse a tona.
A menininha não deixou de ser durona, mas cresceu com medo daquelas lágrimas. Não criou coragem de enfrentar a dor, e por isso, sofria toda vez que ficava sozinha.

Não tão autobiográfico como eu gostaria. A caixinha continua fechada, e fica difícil escrever sobre
a tristeza que há nela.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

BBB

Pra quem não teve a sorte de ganhar nem um milhãozinho na Mega Sena da virada, pode fazer como eu e sonhar em ganhar o Big Brother Brasil.

Se eu tivesse a chance de estar na casa mais vigiada do país, eu não iria perder tempo com os discursos. Eu iria entrar com tudo. É claro que eu não conseguiria entrar pro time das boazudas, mas com o meu jeito 'faço comentários inteligentes' eu descolaria uma vaga na panelinha dos queridinhos do Brasil. Cheia de energia, me esforçaria pra fazer as pessoas se divertirem. Não indicaria ninguém pro paredão por motivos de afinidade (fala sério, quem é que elimina alguém por AFINIDADE? A gente só escuta essa palavra no confessionário). Lá pra 3ª semana eu arranjaria uma briga com aquela guria metida que fica falando mal de todo mundo. E se eu sobrevivesse depois disso iria continuar me jogando na piscina, malhando (?) na academia, dançando horrores nas festas, curtindo pra valer. Se eu arranjaria um bofe na casa? Só se alguém me quisesse, né...

Pauta pra Capricho - O que vocês fariam dentro da casa para ganhar o prêmio que agora é 1,5 milhão?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O que acontece depois...

Eu já amei intensamente, já me desiludi com o mundo e com as pessoas, mas no momento, eu sinto raiva daqueles que me ensinaram que tudo precisava de um fim.
Sinto raiva de não ter aprendido antes que era só mudar de capítulo e as coisas melhorariam. Sinto raiva de não ter aprendido antes que quando eu enfrentasse, e não precisava ser de frente, a dor finalmente teria fim.
Preciso dizer que nenhuma pessoa é tão ruim quanto a gente acredita, e que não precisa de muito tempo de diálogo pra descobrir isso.
Que existem pessoas que vão nos fazer chorar, e que em meio a essas lágrimas também vão nos fazer sorrir. Não por nos oferecerem aquilo que esperamos, mas por dividirem com a gente as suas verdades.
Que não há como viver uma vida própria se baseando nas experiências e verdades dos outros. Que é preciso criar a sua própria opinião e seus próprios conceitos.
Que uma mentira dita mil vezes não se torna verdade. E que o tempo perdido não volta jamais.
Depois de um tempo vivendo, você percebe que é preciso aproveitar cada instante. Mas que algumas vezes é preciso ter alguém que nos lembre disso. E que é bom ter por perto pessoas com coragem de te mandar superar, viver e amar, por mais arriscado que essa ordem seja.
Você percebe que estar ligado a alguém, é se alegrar com as coisas que o fazem feliz. E percebe o quanto um sentimento é intenso, ao sorrir sinceramente mesmo sentindo raiva, ciúmes e frustração com as suas conquistas.

Então você se sente realmente aliviado em descobrir essas coisas. Se sente bem, por conseguir criar expectativas de um futuro melhor. Por conseguir olhar pra trás e deixar as frustrações lá. Quando você aprende todas essas coisas, você finalmente se torna capaz de se fazer feliz.
Você deixa de culpar as pessoas pelas suas dores e deixa também de se culpar por elas.
Você cria coragem para olhar as suas feridas e ri ao lembrar de como as conseguiu.
Você sorri dos momentos que viveu, e acredite, você se sente agradecido por tudo o que aconteceu.
Ou talvez isso só seja verdade pra mim. Talvez esse tipo de remédio seja tão específico que copiar a receita seja prejudicial. Eu não sei.


Quem acompanha o blog há mais de um ano, leu muitos textos meus sobre uma desilusão amorosa. Nesse novo ano, achei justo contar como é superar e o que acontece depois disso.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Até 2010

Mais um ano está acabando, e parece que dessa vez foi um dos anos mais importantes.
De qualquer forma, deixo de lado minhas filosofias, minhas dúvidas, e minhas palavras habituais pra agradecer cada um de vocês, leitores do Limão com Couve, que continuaram acompanhando o blog mesmo com a minha ausência, que permaneceram visitando e comentando.
Sem dúvida, vocês me motivaram pra continuaram a a escrever aqui, mesmo cheia de preocupações e compromissos.

Desejo a vocês boas festas, muito amor, perdão, paz, saúde e TUDO de excelente!
Feliz Natal e um próspero Ano Novo!!!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Top 10

A queridíssima Evelyn me indicou pra responder esse meme. Ano passado eu não fiz listinha, nem nada e confesso: foi difícil organizar as coisas na minha vida, então resolvi fazer!

Top 10 de coisas que eu quero/pretendo pro próximo ano.

Lá vai:

  1. Resolver as pendências da minha vida. Faz um tempão que eu fico adiando colocar uns pontos finais nuns rolos. E eu preciso criar coragem e resolver tudo de uma vez. Vou começar escrevendo os textos 'sobre ele' num caderno e entregar, pra ele realmente saber o que aconteceu entre nós e que teve um fim.
  2. Fazer faculdade de economia. É, como a prova da 2ª fase é só em 2010, isso precisa entrar no Top 10!
  3. Tirar carta. Sério. Parece pedido de menino, mas eu seempre quis dirigir, e A-DO-RO carros!
  4. Ir no maior número possível de shows do Catch Side! Desde que eu descobri os meninos, estou encantada. É uma sensação que não passa. Vou aproveitar que estarei 'na capital' e pretendo ir no maior número possível de shows deles, sempre ali na grade e já que é pra sonhar/planejar eu queria mesmo conhecê-los, abraçá-los, ficar beeeem pertinho *--*
  5. Deixar de ser anti social. Em 2010 eu vou me mudar pra São Paulo, e vou precisar parar com essa coisa de não querer sair. Vou fazer novos amigos e curtir muuuuito minha maioridade.
  6. Conhecer/reencontrar amigos de internet.O Kelvin, que na verdade eu conheci e só depois comecei a conversar pela internet, o Matheus que eu conheci por causa do blog e que eu quero muuuuuuuito que dê certo da gente se encontrar quando ele for pra Sampa. E obviamente a Becka, sendo que ela eu tenho que ver no mínimo TODA semana ;P
  7. Conhecer, me apaixonar e pegar (não necessariamente nessa ordem) um cara BEM gato, simpático e inteligente . Não precisa explicar, né? ;P /safadeza mode off.
  8. Comprar uma máquina fotográfica fodona profissional. Eu quero muito ter uma ocupação nos fins de semana, e uma máquina dessas me faria mais feliz.
  9. Começar (e terminar) meu livro. Durante as aulas tenebrosas do cursinho eu consegui dar um enredo descente pros meus personagens, agora eu só preciso de tempo e inspiração pra colocar tudo num livro.
  10. Me esbaldar com as comidinhas de São Paulo. Já tenho a listinha de coisas que eu quero comer, e nada melhor do que estar na cidade grande pra aproveitar tuudinho. Precisarei comer yakisoba na Liberdade, sushi, sashimi e todas aquelas coisinhas cruas que a gente vê na tv. Ir numa churrascaria MUITO boa e sair de lá quase sem conseguir andar de tanto que comi. E pra finalizar o momento #gula eu preciso criar coragem e experimentar algum lanche do Subway!


Até que não foi tão difícil fazer a lista, espero conseguir cumprir tudo (yn)

Indico pra todo mundo que quiser, e me contem os planos de vocês ;)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Eu queria amar.

Sempre pensei que amor significasse sofrimento. Vocês sabem, a gente se apaixona, se encanta, vive alguns lindos momentos em casal e depois as coisas desandam. A gente chora por noites seguidas, as músicas no rádio nos perseguem e sentimos como se o nosso coração nunca mais fosse se recompor. Então algo mágico acontece, conhecemos alguém que parece perfeito e o ciclo começa outra vez. E no final das contas tudo o que a gente tem é um monte de histórias com finais infelizes, um coração todo remendado, e ninguém ao nosso lado.
Olhando por esse ângulo, talvez eu não tenha acreditado nisso sempre, mas me parece fazer muito sentido agora.
Parece meio precoce dizer essas coisas com só 17 anos, mas é que não consigo enchergar o amor de outra forma. Vejo casaisinhos na rua, e eles parecem bem e felizes. Ainda assim acho que eles só estão se enganando. No final das contas eles vão acabar brigando por algum motivo besta, e provavelmente vai sobrar pra alguém como eu consolar um deles, ou ambos.
O amor que se prega ultimamente não faz sentido pra mim, talvez porque eu não ame. É isso mesmo, não sou daquelas que foi largada por alguém, ou que não tem pretendentes. Não sofro mais por nenhum rapaz, e nem sou 'de se jogar fora'.
Sou simplesmente alguém que conhece bem a estranha sensação que é não sentir nada. Por ninguém. E desejar ardentemente se apaixonar. Sonhar noite e dia por ter alguém pra fazer companhia, pra abraçar, pra discutir, pra ter por perto. E simplesmente não ter.
Isso, sou também essa contradição. Sei e acredito que o amor é uma dor, e ainda assim eu queria. Queria que fizesse parte de mim assim como alimentação é essencial para que eu sobreviva. Não que eu seja masoquista, mas eu gostaria de ver o amor com outros olhos. Queria estar na pele de quem ama e é correspondido, pra saber de verdade o que isso significa. Queria parar de só filosofar. Queria sentir, queria saber, eu queria...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Lua Nova

As vésperas do lançamento que eu mais aguardei durante o ano, não consigo mais disfarçar: Jacob Black seria o garoto ideal pra mim.
Na continuação da saga Crepúsculo, Stephenie Meyer criou um personagem que me faz perder o fôlego. Quem conhece a história sabe que Edward Cullen (o vampiro) é o homem ideal para Bella Swan (a humana). E eu não mudaria nenhuma virgula dessa história.

Mas estou com meu ingresso em mãos há praticamente um mês pra ver o lobisomem.
Desde que eu li o primeiro livro, quando Jake era apenas o amigo desajeitado da Bella, eu me encantei. O sorriso tímido, a pele avermelhada, a essência de um quileute, e todos os outros detalhes descritos nas primeiras páginas me cativaram.
Então, quando comecei a ler o Lua Nova, mais precisamente a partir do capítulo 3, percebi que eu tinha me apaixonado. A sensibilidade, a espontaneidade, o carinho, a dedicação que Jacob possui me fizeram sentir como uma adolescente de novo. Eu desenvolvi um amor platônico. Uma paixão incompreensível.
As pessoas que me escutam suspirar pelo lobo, não me entendem. Talvez só quem tenha um amor desses possa me entender. Eu sei que ele não existe. Sei que a idealização não vai ser útil em nenhum dos meus relacionamentos amorosos. Mas eu gosto de gostar dele. Eu me sinto bem desde que encontrei alguém, mesmo que fictício, que me complete. É coisa de fã.

Não que eu pense que o Edward tenha algum defeito, porque convenhamos ele é incrivelmente perfeito, mas é que a pele quente de Jacob me atrai muito mais.

Até agora, a maioria dos leitores da saga amam, idolatram e preferem o Edward. Mas tenho o pressentimento de que depois de sexta-feira, isso vai mudar. Dói um pouquinho ter que dividir aquele que é "só meu". Mas estou aguardando sair satisfeita do cinema, porque não consigo encontrar nenhum outro ator que se encaixe melhor no papel do meu queridinho. Taylor Lautner merece esse personagem, se esforçou por esse personagem e é LINDO demais!

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Se o mundo acabasse em 2012 eu iria terminar o meu livro e publicá-lo o mais rápido possível, iria fazer uma viagem aos EUA e curtir cada segundo com as pessoas que eu amo.

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Me perdoem, os vestibulares chegaram, e estou sufocada de tantos exercícios e provas. Sempre que tenho uma folga venho pra cá, mas está difícil de conciliar. Mas o ano está acabando, e se tudo der certo ano que vem estarei na USP cursando o que eu desejei: Economia!
Espero que vocês estejam bem!


sábado, 31 de outubro de 2009

Estresse [mode on]

Eu não gosto quando tenho que acordar cedo. Nem quando não posso ir dormir tarde. Não gosto de muito calor, nem de muita chuva.
Pessoas alegres demais me irritam, e falta de educação me estressa. Odeio que desarrumem, estraguem ou simplesmente mexam nos meus livros. Não suporto quando me perguntam algo e não acreditam na resposta. Quando pedem conselhos e fazem o contrário do que eu disse.
Fico brava quando não consigo comer carne, tomar refrigerante ou quando fico com fome.
Guerras acabam com meu bom humor, hipocrisias também. Sinto raiva quando vejo animais abandonados, crianças dormindo na rua e pessoas sem ter o que comer. Não gosto de traição, tortura ou vingança.
Vivo estressada, mas odeio o mau humor. Ninguém merece ter que aguentar o estresse alheio, e aliás, isso também me irrita. Por isso, guardo minhas bravezas pra mim.


Pauta pra Capricho - O que tira você do sério?



Desculpem a minha ausência. Por motivos de força maior, e não por falta de tempo, fiquei ausente. Mas eu voltarei, estou CHEIA de saudade dos textos de vocês!
;@@

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Guilty pleasures

Nunca fui muito normal, no sentido de gostar do que todo mundo gosta. Sempre tive umas manias diferentes - meio que incomuns - capazes de animar meu dia.
Enquanto a maioria das pessoas precisa só de um bombomzinho pra ser feliz, eu sempre dependi daquele churrasco pra ficar satisfeita.
Em pleno sábado de manhã, ir pra aula de inglês consegue me fazer sorrir o resto do dia, e um sapato novo pode me fazer pular de emoção. Sentir aquele cheiro de livro novo, abrir pela primeira vez um vidrinho de esmalte e saborear um pacote de salgadinho (daqueles bem fedidos) são, pra mim, prazeres inenarráveis.
Aquela coisa de acordar tarde, ficar assistindo a Disney, de pijama a tarde inteira com um pote de pipoca na mão também me parece bem irresistível.
De qualquer forma, são coisas que eu só posso fazer esporadicamente, mas são prazeres que eu não abro mão de jeito algum.

Pauta pra Capricho - Que pequenos prazeres você se permite para animar um pouco a vida?

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Segredos

A maioria das pessoas gostaria de ser invisível só por um instante, só pra descobrir a verdade. Eu não. Sempre descobri coisas facilmente. Sou daquelas que passa ao acaso por uma rua, e descubro os rolos mais secretos. Aquela que mesmo sem querer escuta as pessoas falando mal dela e por mais chato que isso seja não consegue evitar. Percebi que quando eu não sei de alguma coisa é porque, no final, era melhor que eu não soubesse. Sem essa de acreditar que uma espiadinha não vai me fazer mal nenhum. Que seria mais fácil se eu tivesse certeza. Descobri que o mais fácil é o que menos me interessa. Que saber demais pode fazer mal ao coração. E que segredos deveriam sempre ser mantidos em segredo. Porque o que os olhos não veem, o coração não sente.


Pauta pro TDB

sábado, 26 de setembro de 2009

Quando temos que escolher

Todos os dias a mesma cena se repetia. Aquele sorriso conhecido aparecia, a porta se fechava e o mundo parava. Um dia ela não apareceu. Não havia uma explicação para aquela ausência.
Depois de um tempo soube-se que ela simplesmente escolheu. Nunca mencionaram se a escolha foi fácil, se foi forçada, se foi errada.
Aprendi que no final, isso não importa.

Não importa quantas vezes ela conseguiu adiar a escolha, nem o quanto doeu escolher. E eu sei que doeu. Em algum momento a escolha teria que ser feita. Imagino que ela deva ter derramado muitas lágrimas e perdido muitas noites, até que percebesse que não conseguiria fugir. Ela deve ter se visto num caminho sem saída, até que percebesse que tudo é questão de decisão.
Talvez ela tenha olhado pro passado, e notado o quanto as coisas se tornavam mais difíceis a cada dia. Talvez ela tenha olhado pro futuro e visto que as coisas não ficariam bem. Eu não sei. E no final, isso não importa.

As boas motivações não fazem uma escolha mais certa, ou mais errada. Escolhas serão sempre escolhas. Não existe apenas uma escolha certa. Sem verdades absolutas.

Cada decisão tomada interfere diretamente na nossa vida. As vezes, pode-se voltar a atrás, mas nunca recuperaremos o tempo perdido. Não há como evitar.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

É um conflito interno

As palavras estão colidindo dentro de mim, elas não conseguem sair. Não há voz, não há sons. Sinto algumas lágrimas caindo, como se quisessem dizer alguma coisa, não acho justo, não pode ser justo.
Me sinto frustrada e sozinha. Ninguém ouve os gritos do meu coração. Ninguém parece saber que eu não sou forte, que não sou onipotente e que não me sinto capaz.
Todos acham que eu sou uma fortaleza, todos querem que eu seja um fortaleza. Sinto falta daquele que compreendia a minha vulnerabilidade e agora entendo porque ele insistia para que eu não fosse tão petulante: eu nem ao menos sou boa.
Não sou melhor, não sou diferente, não sou especial. Aliás, tenho sido bem comum. Bem descartável.
Sou tudo aquilo que sempre fingi não ser. Sou aquela que nunca gostei de ser. Mas sinto que finalmente sou aquela que sempre existiu, aquela que tem a essência. Não uma inversão, nada de mutações.
Apenas aquela menina frágil e dependente que eu deveria ter sido, para que eu tivesse aprendido ANTES como deixar de ser.
Me tornei alguém fraca o bastante pra me esconder e aos poucos fui me tornando gigante. Não em força, não em personalidade. Só ocupando espaço, tão grande que não cabia mais em mim, grande a ponto de causar estragos, de desestruturar tudo.
Grande e pequena, a constante antítese que confunde e machuca.
Seria demais dizer que eu quero colo, e só por um instante esquecer de TUDO e descansar? As lágrimas impedem uma visão clara, não consigo ver o caminho pra fugir daqui. Não consigo.


Eu e minhas crises existenciais ;x

sábado, 12 de setembro de 2009

3 em 1

A minha vida nunca foi cheia de aventuras, não teve muitos dramas, nem nenhuma linda história de amor. Mas bem que poderia ser um filme. Desses cheio de risadas, amizades e desencontros. A protagonista seria meio confusa, mandona e bem desorganizada. Por causa disso, ela se colocaria em um monte de encrencas e ainda teria uma família meio maluca. Teria as três melhores amigas do mundo, e seria a mais encalhada delas. A história teria que se passar numa cidade pequena, cheia de sol e gente bonita (filme é filme, né?). A trilha sonora seria de músicas calmas, por vezes só instrumentais, e de vez em quando algo mais agitado. Teria momentos de lágrimas. E como em todo bom filme as coisas dariam errado, e no fim, só no fim tudo ficaria bem. Não teria casamentos, vinganças, nem adrenalina, mas poderia ser um filme legal.
Pauta pro TDB - Minha vida daria um filme!


Não sei bem onde foi que eu cresci. Não consigo olhar pra trás e enxergar uma linha divisória entre a Marcela criança e a Marcela crescida. As coisas foram simplesmente acontecendo, e as responsabilidades foram aumentando. As provas na escola não eram mais sobre continhas simples, apareceram equações, logaritmos, morfossintaxe. Os amores foram deixando de ser platônicos como na primeira série e um belo dia as lágrimas começaram a cair de um jeito mais dolorido. As vésperas de prestar o vestibular, dói olhar no espelho e ver que a menininha do papai cresceu. Não dá mais pra brincar de boneca, nem pra ficar acordada até de manhãzinha no msn, o futuro de gente grande está batendo a porta. Claro que tem muita coisa boa nisso tudo: mais liberdade, mais diversão. Parece que tudo tem um sabor mais intenso quando a gente se sente mais madura. Não tem como evitar, e eu nem queria evitar. Só me parece difícil me desfazer dos costumes de menina e agir como mulher.
Pauta pro TDB - Quando percebi que não era mais criança.

Eu realmente daria um cartão vermelho pra quem inventou a distância. Que coisa desagradável. Além de me manter longe de pessoas muito importantes, ainda virou tema pra diversas questões de vestibular.
Pauta pro TDB - Para quem vocês dariam cartão vermelho?



Aproveitei pra postar de uma vez pra vocês não ficarem muito cansados disso. Tem um texto fresquinho aqui que eu tô morrendo de vontade de postar. Acho que na segunda eu posto, ok?